O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (23), durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, que a Prefeitura desembolsa cerca de R$ 50 milhões por mês com a cadeia de limpeza urbana da capital baiana. A declaração ocorreu após o prefeito ser questionado sobre a necessidade de um possível “faxinaço” na cidade e sobre pontos com acúmulo de lixo.
Segundo Bruno Reis, o serviço envolve não apenas a coleta de resíduos nas ruas, mas uma operação que inclui varrição, transbordo, tratamento e destinação final do lixo.
“O lixo consome em Salvador R$ 50 milhões por mês.”
O prefeito explicou que o valor engloba toda a cadeia de limpeza urbana, desde a retirada dos resíduos nas portas das residências até o tratamento e descarte adequado.
“É toda essa cadeia do lixo, é o maior contrato. Ele foi aditivado, ele foi reajustado, nós temos mais equipes.”
Pessoas em situação de rua e uso de drogas
Ao comentar os pontos onde há maior concentração de resíduos, Bruno Reis citou também situações envolvendo pessoas em situação de rua e o uso de substâncias psicoativas.
Segundo o prefeito, a Prefeitura oferece tratamento para pessoas que enfrentam dependência química, mas algumas recusam o atendimento.
“Infelizmente, é a droga. Muitas pessoas que estão em situação de rua são dependentes de substâncias psicoativas. A gente oferece o tratamento e elas recusam.”
Bruno Reis citou a região da Vasco da Gama como exemplo de local onde, segundo ele, pessoas reviram sacos de lixo e acabam espalhando os resíduos pelas vias.
O prefeito afirmou que, nesses casos, a Prefeitura precisa mobilizar equipes para realizar a limpeza novamente.
“Não é falta de dinheiro, não é falta de trabalho”
Bruno Reis também atribuiu parte dos problemas ao descarte irregular de lixo e, principalmente, de entulho de obras.
Segundo ele, moradores que realizam pequenas obras muitas vezes não levam os resíduos para os locais adequados por causa dos custos de transporte e descarte.
“A pessoa não tem dinheiro para transportar o entulho, não tem dinheiro para pagar por tonelada do descarte, ele joga na calçada, ou joga ali no canteiro central.”
De acordo com o prefeito, a Prefeitura acaba tendo que recolher esse material e transportá-lo para o aterro.
“A Prefeitura tem que pegar com os seus comboios, levar para o aterro, isso diariamente.”
Bruno Reis defendeu que o acúmulo de resíduos em determinados pontos não significa necessariamente que o serviço de coleta deixou de ser realizado.
“Uma coisa é o lixo estar lá e não ser retirado, mas está todo dia sendo retirado.”
Prefeito pede colaboração da população
Durante a entrevista, Bruno Reis também pediu que os moradores contribuam para reduzir o problema, colocando o lixo nos horários e locais determinados pela coleta.
O prefeito afirmou que Salvador possui uma grande operação de limpeza e que o município tem equipes trabalhando diariamente para retirar resíduos das ruas.
“Não é falta de dinheiro, não é falta de trabalho, a gente já tem o know-how, a expertise. É esse conjunto de problemas que às vezes faz com que haja um acúmulo de lixo.”
Segundo Bruno Reis, o problema é agravado quando moradores descartam resíduos em locais inadequados, obrigando as equipes municipais a retornar constantemente aos mesmos pontos.
“É jogando, você vê que tem lugares, você vai, bate-estaca, joga, retira. Então as pessoas veem a Prefeitura trabalhando.”
Ao explicar a dimensão da operação, o prefeito ressaltou que o lixo coletado nas ruas passa por diferentes etapas até chegar à destinação final.
“Você pega o lixo na porta da pessoa todos os dias, leva para o transbordo, onde o lixo é prensado; do transbordo leva para o aterro. Lá tem que ser tratado o lixo pela questão ambiental.”