Bruno Reis cobra Jerônimo por problemas na saúde e segurança: “Ele precisa lembrar que é governador”

Foto: Divulgação
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta terça-feira (25) a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que o chefe do Executivo estadual precisa assumir a responsabilidade pelos problemas enfrentados nas áreas de saúde e segurança pública na Bahia.

A declaração ocorreu durante o lançamento da Bolsa Presença da Educação de Jovens e Adultos (EJA), no Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro, no Costa Azul.

Ao comentar as críticas feitas pelo governador e por aliados à atuação dos prefeitos, Bruno Reis afirmou que, na avaliação dele, Jerônimo tenta transferir para outras esferas de governo responsabilidades que seriam do Estado.

“Esse é o problema do governador Jerônimo: ele não vai mudar, e quem tem que mudar é a população. Então, nós é que temos que mudar o governador”, afirmou.

O prefeito também ironizou a justificativa utilizada, segundo ele, pelo governo estadual para explicar os problemas de segurança pública.

“A culpa da segurança virou agora internacional. A culpa da saúde é dos prefeitos, e ele esquece que a maioria dos prefeitos da Bahia são aliados dele”, disse.

Regulação

Bruno Reis concentrou parte das críticas na situação da regulação de pacientes e citou o cenário nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador.

Segundo o prefeito, atualmente há quase 350 pessoas aguardando regulação nas salas vermelhas das UPAs da capital. As chamadas salas vermelhas são destinadas a pacientes em situação de maior gravidade e que necessitam de atendimento imediato e suporte intensivo.

“O que eu posso lhe falar por Salvador é que agora eu tenho nas nossas UPAs quase 350 pessoas aguardando regulação nas salas vermelhas”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, sem a estrutura das UPAs, esses pacientes estariam concentrados diretamente nos hospitais de referência da capital.

“Se as UPAs não existissem, essas pessoas estariam na porta do Roberto Santos, do HGE, nas macas, nos corredores, nas filas dos hospitais”, declarou, citando o Hospital Geral Roberto Santos e o Hospital Geral do Estado.

“A responsabilidade é dele”

Bruno Reis afirmou ainda que o governador precisa assumir o comando da área de saúde e buscar soluções para reduzir a pressão sobre o sistema de atendimento.

“Infelizmente, o governador precisa lembrar que ele é governador e que a responsabilidade é dele. Ele precisa matar a bola no peito, chamar a responsabilidade e resolver o problema”, disse.

O prefeito também criticou o que classificou como tentativa de atribuir os problemas a outros agentes públicos.

“Não transferir, terceirizar para terceiros, procurar justificativas”, afirmou.

 

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