Bahia alcança 3,8 no Ideb e secretário destaca avanço da rede estadual: “Qualidade e equidade caminham juntas”

Foto: Divulgação
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A rede estadual de ensino da Bahia registrou novo avanço no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. O Ensino Médio chegou à nota 3,8, mantendo uma trajetória de crescimento que começou em 2019, quando o índice era de 3,2. O resultado passou para 3,5 em 2021 e 3,7 em 2023.

Os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) apontam evolução nos componentes que formam o indicador, que combina desempenho dos estudantes e fluxo escolar.

Na avaliação do secretário estadual da Educação, Marcius Gomes, o resultado está relacionado a uma estratégia que, segundo ele, busca atuar também sobre os pontos historicamente mais desafiadores da rede.

“Em vez de concentrar esforços apenas onde os resultados já eram favoráveis, a Bahia decidiu investir justamente onde os desafios históricos eram maiores. Qualidade e equidade não são objetivos concorrentes, caminham juntas.”

Desempenho em Português e Matemática

Na avaliação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), a Bahia registrou média de 4,04. Houve crescimento tanto em Matemática quanto em Língua Portuguesa.

Em Matemática, a pontuação passou de 250,97 para 252,49. Em Português, avançou de 252,49 para 253,99.

O Ideb também considera indicadores relacionados ao fluxo escolar, como aprovação, reprovação e abandono.

De acordo com os dados do Censo Escolar 2025 apresentados pelo governo estadual, a taxa de reprovação no Ensino Médio caiu de 16,6% para 4,4% em três anos. No mesmo período, a evasão teria recuado de 13% para 3,1%.

Investimentos e permanência estudantil

Segundo o governo baiano, entre 2023 e 2026 foram destinados cerca de R$ 20 bilhões à educação básica. Desse total, aproximadamente R$ 9,7 bilhões foram direcionados à infraestrutura, incluindo construção, reformas e modernização de unidades.

A gestão também cita R$ 3,7 bilhões para valorização da carreira docente, incluindo pagamento do Piso Nacional do Magistério, concursos e convocação de novos servidores, além de R$ 1,9 bilhão para alimentação escolar.

Programas de permanência estudantil, como Bolsa Presença e Pé-de-Meia, também são apontados pelo governo como parte da estratégia para reduzir o abandono escolar.

Resultado também aparece no acesso ao ensino superior

Os dados apresentados pelo governo estadual apontam ainda reflexos no desempenho dos estudantes em processos de acesso ao ensino superior.

No Enem 2024, a rede pública baiana registrou, segundo o governo, o quarto maior número do país de redações com notas entre 920 e 980.

Já no Sisu 2026, a Bahia teve 23.477 estudantes aprovados em universidades públicas, número 6,9% superior ao registrado no ano anterior, de acordo com os dados citados na divulgação.

O estado também aparece, segundo o governo baiano, entre os que registraram maior número de aprovações no Prouni.

Para Marcius Gomes, entretanto, a evolução dos indicadores deve ser vista como parte de um processo contínuo, e não como um resultado definitivo.

“O maior resultado da educação baiana não está apenas na evolução das notas, mas na construção de uma rede que não produz excelentes resultados para poucos, e sim amplia as possibilidades de aprendizagem para todos.”

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