Após declaração de Rodrigo Alves, secretária da Bahia expõe números e contesta gestão da Saúde em Salvador

Foto: Divulgação
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A inauguração da nova maternidade municipal de Salvador abriu um novo capítulo na disputa política e administrativa entre as gestões estadual e municipal da Saúde. A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, respondeu publicamente às declarações do secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, que apontou a unidade recém-inaugurada como uma nova referência para o atendimento materno-infantil no estado.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Roberta contestou a avaliação feita pelo secretário municipal e destacou o papel histórico da rede estadual no atendimento às gestantes e recém-nascidos da capital baiana. Segundo ela, uma unidade recém-aberta não pode ser considerada referência estadual sem que sua atuação seja consolidada ao longo do tempo.

“Meu povo, vamos com calma. Uma maternidade recém-aberta não vira referência estadual no grito. Salvador passou quase 477 anos sem maternidade municipal. Enquanto isso, as maternidades estaduais seguraram e ainda seguram essa rede inteira”, afirmou.

A secretária ressaltou que, apenas em 2025, as seis maternidades estaduais localizadas em Salvador realizaram mais de 84 mil atendimentos. Em 2026, de acordo com ela, esse número já ultrapassa 40 mil procedimentos.

Roberta Santana também rebateu críticas relacionadas ao aumento da demanda na nova maternidade municipal. Segundo a titular da Sesab, a responsabilidade pelo acompanhamento das gestantes começa antes da chegada às unidades hospitalares, por meio da atenção básica e do pré-natal, atribuições que cabem aos municípios.

“Antes da maternidade tem posto, pré-natal, exame e vinculação da gestante. Em Salvador, mais de 32% das gestantes não completam o pré-natal, que deve ser feito na atenção básica, responsabilidade do município”, declarou.

Ao citar dados do Plano Municipal de Saúde, a secretária argumentou que os indicadores da capital baiana estão abaixo dos registrados em outras capitais brasileiras. Ela mencionou que Salvador apresenta percentual inferior de gestantes que concluem o pré-natal quando comparada a cidades como Belo Horizonte e Fortaleza.

Outro ponto levantado por Roberta foi a produção da atenção primária na capital. Segundo ela, o volume de consultas médicas realizadas em Salvador é significativamente menor do que o registrado em Belo Horizonte, o que, na avaliação da gestora estadual, evidencia desafios na cobertura dos serviços básicos de saúde.

Apesar das críticas, a secretária afirmou reconhecer a importância da ampliação da rede pública e disse que toda nova unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço para a população. No entanto, cobrou que os equipamentos anunciados pela Prefeitura funcionem integralmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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