O deputado federal baiano Antônio Brito (PSD) está entre os nomes cotados para assumir um ministério no novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possível indicação faz parte das negociações conduzidas pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para manter e ampliar a participação da legenda na estrutura federal.
A expectativa é que Kassab se reúna com Lula nesta semana, após o feriado, para discutir a composição ministerial. Atualmente, o PSD comanda três pastas: Minas e Energia, Agricultura e Pecuária, e Pesca e Aquicultura.
A legenda pretende manter pelo menos dois desses ministérios, com prioridade para a Agricultura. A pasta da Pesca também está em negociação e poderá passar por reformulação ou receber um novo nome indicado pelo partido, entre eles o de Antônio Brito.
O deputado federal Gabriel Nunes (PSD) confirmou as tratativas e afirmou que a intenção inicial da sigla é preservar os espaços que já ocupa no governo.
“A nossa pedida foi manter a Agricultura e a Pesca, mas vamos aguardar ainda uma conversa do nosso presidente com Lula. Até porque ninguém sabe ao certo como vai ficar a arrumação do novo governo. O fato é que seguiremos apoiando a gestão e conseguimos formar maioria”, declarou.
Liderança na Câmara fortalece nome de Antônio Brito
Antônio Brito é líder do PSD na Câmara dos Deputados e foi reconduzido ao posto para 2027 por aclamação. Ele comanda uma bancada de 43 deputados federais, a quarta maior da Casa.
O parlamentar tem atuação concentrada em áreas como saúde pública e assistência social, além de manter interlocução com as Santas Casas de Misericórdia.
Nas eleições deste ano, Brito renovou o mandato com mais de 205 mil votos, consolidando sua posição entre os parlamentares mais votados da Bahia. O desempenho eleitoral no estado, onde o PSD elegeu seis deputados federais, é apontado como um dos fatores que reforçam seu nome nas discussões sobre a composição do governo.
PSD busca preservar espaço político no Congresso
A possível indicação de Antônio Brito também ocorre em meio à reorganização da bancada do PSD no Congresso Nacional. Após as eleições deste ano, o partido passou de 49 para 43 deputados federais e de 14 para quatro senadores.
Nesse cenário, a participação no governo federal é considerada estratégica para a legenda, que busca preservar sua influência política no Legislativo e manter espaços na estrutura ministerial.