Zó aponta distanciamento de ACM Neto de base aliada no Norte e projeta vantagem elástica de Jerônimo Rodrigues na região

Foto: Divulgação
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O deputado estadual Zó (PCdoB) teceu duras críticas à postura política do ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil) em relação às suas lideranças aliadas no interior do estado durante sessão realizada nesta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Em entrevista à imprensa, o parlamentar governista usou o histórico eleitoral recente de um município da região Norte para exemplificar o que chamou de "falta de reciprocidade" da oposição com seus correligionários. No cenário das eleições gerais, Zó demonstrou total otimismo, prevendo uma hegemonia do bloco governista no Sertão do São Francisco e no território de Itaparica.

O deputado argumentou que a falta de engajamento direto de ACM Neto pesou no desgaste de gestões municipais que marcharam com o União Brasil nos pleitos passados.

"ACM Neto esteve lá na região porque a prefeita apoiou ele na eleição passada. Ele perdeu no primeiro turno, ganhou no segundo turno por 5 mil votos — a mesma quantidade que ele perdeu no primeiro turno —, e depois não foi lá sequer fazer uma carreata, uma caminhada com a prefeita. A prefeita perdeu e não teve a mão amiga do Neto para ajudá-la. Possivelmente podia ter dado alguma ajuda, já que ela perdeu por pouco mais de 4 mil votos. Ele anda lá na novidade, é importante que ele vá, e vai ser sempre bem recebido porque o povo de lá é muito gentil. Mas eleição lá, certamente, vem com muita força Lula, Jerônimo e os dois senadores, Jaques Wagner e Rui Costa", alfinetou Zó.

Previsão de votação recorde no Norte e no território de Itaparica

Ao ser provocado a projetar os números da disputa de 2026 na região Norte do estado, reduto histórico de sua atuação parlamentar, o deputado do PCdoB demonstrou convicção na liderança do atual governador. Zó sustentou que os investimentos estaduais em infraestrutura, segurança e agricultura familiar dão ao Palácio de Ondina uma densidade eleitoral difícil de ser rompida pela oposição baiana.

O parlamentar concluiu cravando patamares percentuais que consolidariam o favoritismo do grupo governista tanto no Vale do São Francisco quanto no entorno de Paulo Afonso.

"Na região Norte, se for na região toda, é acima de 60%. Em torno de 65% a 70% em todo o território de São Francisco e também no território de Paulo Afonso, que chamam de território de Itaparica. É de 65% a 70% pelo menos, com cidades em que vai chegar perto de 80% ou até passar de 80% a 20% para Jerônimo", projetou Zó.

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