Senador defendeu o setor produtivo nacional e criticou a postura entreguista da oposição quanto à defesa dos interesses do país
O senador Jaques Wagner criticou a entrada em vigor, nesta quarta (22), do novo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em entrevista à Rádio Digital FM, de Alagoinhas, Wagner reafirmou que a medida carece de fundamento técnico ou comercial e reflete uma reação de contrariedade dos EUA diante do PIX e da soberania do Brasil.
"O PIX revoltou os americanos. Foi uma criação dos funcionários do Banco Central do Brasil, uma revolução nos meios de pagamento que inclui a população de A a Z a custo zero. As grandes empresas de cartões, a maioria americanas, perderam mercado. Eles não engolem que fizemos um sistema muito mais funcional e barato que o deles", pontuou o senador.
Wagner ressaltou, ainda, que o presidente Lula já trabalha na formulação de programas e medidas de apoio aos setores industriais diretamente atingidos pelas tarifas impostas pelos EUA. O parlamentar reforçou que o país não aceitará ser intimidado e manterá a busca por novas oportunidades no comércio internacional.
"O Brasil não é melhor nem pior do que ninguém. Nosso país não vai ficar pedindo arrego. O novo tarifaço não tem nenhum cunho técnico. O Brasil, na relação comercial com os Estados Unidos, tem um déficit. Ou seja, nós compramos mais deles do que vendemos para lá, gerando um saldo positivo para os americanos de cerca de US$ 7 bilhões por ano. Queremos ser respeitados", disse Wagner.
O senador recordou a comitiva suprapartidária de parlamentares que liderou aos Estados Unidos, em 2025, para demonstrar tecnicamente a injustiça das medidas protecionistas contra a economia brasileira. Na entrevista, Wagner também lamentou a postura de setores da oposição no cenário nacional:
"O que realmente entristece e envergonha o Brasil é ver a oposição sem propostas para o país, focada apenas em atacar o presidente Lula e o PT, em vez de se somar na defesa dos interesses nacionais", criticou.