Wagner critica novo ‘tarifaço’ dos EUA e indica responsabilidade de Flávio Bolsonaro em retaliações ao Brasil

Foto: Divulgação
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Em entrevista à TV Senado nesta quarta-feira (3), o senador Jaques Wagner (PT-BA) criticou a nova proposta de tarifaço do governo estadunidense e atribuiu a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelo inconveniente. Para Wagner, “é hora de deixar de lado a luta político-partidária e defender o Brasil”. O líder do governo lamentou a postura do colega de Casa, que teria solicitado punições ao país em sua última viagem aos Estados Unidos, e reforçou a gravidade da situação.

“É inacreditável que um parlamentar brasileiro vá à terra dos outros pedir para retaliar o nosso país”, pontuou. Segundo Wagner, a atitude demonstra falta de sentimento nacional, contrastando até mesmo com a formação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O senador, como candidato, tem se mostrado pior do que o pai”, completou.

O novo cenário inclui uma proposta de 25% de tarifa sobre mercadorias brasileiras, além de uma sobretaxa de 12,5% sob alegação de trabalho forçado. Wagner classificou a medida como irracional: “O Brasil tem déficit comercial na balança. Como alguém que compra mais do que vende sofre sobretaxação? Isso seria normal para quem tem lucro na relação comercial, mas nós temos prejuízo”.

“Eu era ministro do Trabalho quando endurecemos muito as regras contra o trabalho escravo, assinamos todos os acordos internacionais. Temos punições severas, inclusive com perda de patrimônio para quem o utiliza. Não é razoável essa acusação”, acrescentou.

A solução, para o senador, reside na tradição negociadora da diplomacia brasileira e na liderança do presidente Lula. Wagner defende a criação de uma comissão parlamentar para tratar o tema como uma questão de Estado, e não apenas de governo. “Vou conversar com o presidente. Teremos uma reunião para definir orientações, pois essa questão não é apenas do Executivo, é do Brasil”, exaltou.

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