O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (20), após entrevista à sabatina do jornal A Tarde, que o eleitor baiano não deve ser vinculado obrigatoriamente a um candidato à Presidência da República por causa de sua escolha para o governo estadual.
A declaração ocorreu ao comentar uma possível estratégia do PT para tentar desassociar o nome do governador Jerônimo Rodrigues da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a disputa eleitoral.
ACM Neto afirmou que pretende conquistar votos de eleitores de diferentes posições políticas e reiterou que, caso seja eleito, pretende governar também para quem não votar nele.
“Eu quero ser o governador de todos. […] Vou governar para todo mundo. Para quem votou em mim e para quem não votou em mim.”
Na avaliação do candidato, a mudança de tom dos adversários seria resultado de uma reação ao cenário eleitoral.
“Na minha cabeça não há dúvida nenhuma que eles mudaram o tom pelo desespero, bateu o desespero lá.”
ACM Neto afirmou que tem sido alvo frequente de críticas por parte de Jerônimo e disse considerar que a estratégia demonstra preocupação com sua candidatura.
“O governador só tem me atacado, tem usado o tempo das suas entrevistas e sabatinas para dirigir a pancadaria para cima de mim.”
O candidato também criticou tentativas de associar obrigatoriamente a escolha do eleitor para governador à sua preferência presidencial. Para ele, as redes sociais ampliaram a liberdade de manifestação política e permitiram que eleitores expressem escolhas diferentes para os cargos.
“Ninguém tem a força de tutelar 10 milhões de pessoas, ninguém tem a capacidade ou a condição de censurar as pessoas.”
ACM Neto citou como exemplo um eleitor que pode declarar apoio a ele para o governo estadual e, simultaneamente, escolher outro candidato para a Presidência.
“Eu voto em Neto, mas eu voto em fulano para presidente, qual o problema, gente?”
O candidato também afirmou que não está por trás de manifestações desse tipo nas redes sociais e defendeu o direito de o eleitor fazer suas próprias escolhas.
Como argumento, ACM Neto mencionou a eleição de 2022 e afirmou que seus mais de quatro milhões de votos teriam sido divididos entre eleitores que apoiavam Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.
“Quem é que mandou nisso? No eleitor de Lula e no eleitor de Bolsonaro? Fui eu, não. Foi o eleitor que escolheu.”