“Tinha que ter começado de Lobato para Paripe”, diz Penalva ao criticar traçado do VLT

Foto: Divulgação
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O deputado estadual Emerson Penalva (PP) criticou a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio Ferroviário de Salvador durante entrevista à rádio Baiana FM nesta terça-feira (4). Ao avaliar se o novo modal vai facilitar a mobilidade dos moradores da região, o parlamentar questionou a retirada do antigo trem e defendeu que o projeto tivesse começado pelo trecho considerado por ele como de maior concentração da população suburbana.

Penalva iniciou sua avaliação lembrando os impactos provocados pela retirada do sistema ferroviário que ligava a região do Subúrbio à Calçada.

“Eu vou iniciar falando do que o povo do Subúrbio vem sofrendo pela retirada do trem quando foi lançada essa obra do VLT”, afirmou.

Segundo o deputado, os antigos trens tinham uma tarifa significativamente mais baixa do que o transporte coletivo atual. Ele afirmou que os moradores pagavam R$ 0,50 pela viagem de trem até a Calçada e questionou o custo atual das passagens de ônibus.

“O povo do Subúrbio que está me ouvindo sabe que pagava 50 centavos para se dirigir no trem arcaico para a Calçada. Tirou-se o direito do trem para construir o VLT”, declarou.

Crítica ao trecho atualmente previsto

Apesar das críticas, Penalva ponderou que seria equivocado afirmar que o trecho do VLT entre Paripe e Águas Claras não terá utilidade para a população.

“E o falar aqui que não vai resolver aquela parte do Subúrbio ali estaria sendo leviano”, disse.

A principal crítica do deputado, porém, está relacionada à abrangência do projeto e à área que, segundo ele, concentra grande parte dos moradores do Subúrbio.

“Mas a grande massa do Subúrbio está de Paripe até Lobato. E esse povo continua sofrendo”, afirmou.

Para Penalva, a ordem de implantação deveria ter priorizado inicialmente o trecho entre Lobato e Paripe, antes da extensão até Águas Claras.

“Então, a minha avaliação é que tinha que ter começado de Lobato para Paripe, claro, e ir estendendo até Águas Claras”, declarou.

Impacto na rotina dos moradores

O parlamentar também questionou se a parcela da população que vive entre Lobato e Paripe terá, de fato, acesso cotidiano ao novo sistema.

“Esse povo continua sofrendo, que pagava 50 centavos de ônibus. E hoje está pagando quanto na passagem de ônibus? E não vai, no seu dia a dia, usufruir desse VLT”, afirmou Penalva.

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