O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu, nesta sexta-feira (14), durante a sabatina do Grupo A TARDE, os efeitos da reforma tributária para estados como a Bahia e afirmou que a arrecadação de impostos deve ser utilizada como instrumento de justiça social e desenvolvimento regional.
Segundo Wagner, a mudança no sistema tributário corrige uma distorção que, na avaliação dele, prejudicava estados consumidores, como a Bahia. O senador destacou a alteração na lógica de cobrança do ICMS, que anteriormente concentrava parte da arrecadação no estado de origem das mercadorias.
“Com o ICMS na origem, nós perdíamos muito dos impostos. Tudo que era comprado aqui, boa parte dos impostos ficava, por exemplo, no estado de São Paulo e Rio”, afirmou.
Wagner também destacou sua participação na aprovação da reforma tributária e ressaltou o caráter histórico da mudança. Para o senador, a aprovação representa a concretização de uma discussão que se arrastava havia décadas no país.
“A gente fez a primeira reforma tributária em tempos de democracia”, declarou.
Na avaliação do petista, a nova estrutura tributária poderá beneficiar diretamente a economia baiana ao ampliar a renda disponível da população. Ele citou como exemplo a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
“É mais dinheiro que vai ficar na mão dos baianos e, portanto, dinamizando a nossa economia”, afirmou.
Wagner defendeu ainda que a política tributária tenha como objetivo reduzir desigualdades e contribuir para o desenvolvimento de regiões que ainda apresentam desafios socioeconômicos.
“Eu creio que o imposto serve para fazer justiça social”, disse.
O senador afirmou que a Bahia precisa garantir que os recursos gerados pela arrecadação no próprio estado retornem à população na forma de serviços e benefícios.
“Nós vivemos numa região que ainda precisa se desenvolver cada vez mais e, portanto, […] temos que fazer tudo para que o dinheiro gerado pelo imposto na Bahia possa se transformar em benefícios para os baianos”, declarou.