O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta sexta-feira (21) que segurança pública exige ações estruturantes e criticou discursos eleitorais que, segundo ele, apresentam soluções imediatas para um problema complexo. Ao comentar a atuação da gestão municipal de Salvador, Jerônimo citou também a redução do efetivo da Guarda Civil Municipal e questionou promessas feitas durante campanhas eleitorais.
“Segurança pública não é um tema de virar página e estar resolvido com bravata”, afirmou o governador.
Jerônimo disse que a área é uma questão “sistemática” e que não pode ser solucionada apenas por declarações ou decretos. Na avaliação do governador, o enfrentamento da violência exige planejamento, continuidade e políticas públicas.
“Se fosse resolvida por decreto, eu teria resolvido”, declarou.
Ao responder a discursos que colocam a segurança pública como uma futura prioridade administrativa, Jerônimo afirmou que o tema já ocupa espaço central em sua gestão. Ele citou inclusive uma mudança na estrutura física do governo estadual para destacar a importância dada à área.
“Já está! Minha governadoria, o prédio da segurança pública, virou governadoria e a secretaria está dentro da governadoria. Prioridade”, disse.
Na sequência, o governador direcionou a crítica à política de segurança adotada pela Prefeitura de Salvador. Jerônimo lembrou que o atual prefeito, Bruno Reis, teria assumido durante a campanha eleitoral o compromisso de ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal para 3.500 agentes.
Segundo Jerônimo, porém, o número atual estaria abaixo de 1.500 servidores. “Passou dois mandatos dele, vão se passar mais dois mandatos do sucessor dele e reduzir para menos de 1.500, 1.400 quadros municipais. É assim. É bravata”, afirmou.
O governador sustentou que o debate sobre segurança precisa ir além das promessas eleitorais e ser acompanhado de medidas concretas. Para Jerônimo, a complexidade do problema impede soluções apresentadas de forma simplificada durante o período eleitoral.
“Essas questões não vão ser... Se fosse resolvida por decreto, eu teria resolvido”, reforçou.