A expansão dos carros elétricos e híbridos começa a provocar mudanças na rotina de motoristas e condomínios em Salvador. Na Bahia, a frota de veículos eletrificados chegou a 37.903 unidades em julho de 2026, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), divulgados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Somente no primeiro semestre deste ano, o estado registrou 9.098 novos emplacamentos de veículos eletrificados, um crescimento de 155% em comparação com o mesmo período de 2025. Em Salvador, foram 4.244 novos veículos no período, alta de 120%.
Com o avanço da frota, a disponibilidade de locais para recarga passou a integrar a rotina dos proprietários. Na capital baiana, a rede já ultrapassa 120 pontos de recarga, concentrados principalmente em regiões como Caminho das Árvores, Tancredo Neves, Pituba, Magalhães Neto, Orla e Paralela.
Dentro dos condomínios residenciais, a expansão dos veículos eletrificados também levanta discussões sobre a adaptação das garagens, os custos de instalação dos equipamentos e a capacidade da estrutura elétrica para atender à demanda dos carregadores.
Condomínio avalia capacidade elétrica para instalação de carregadores
No Condomínio Reserva das Plantas, localizado no Horto Bela Vista, a instalação de carregadores passou a ser discutida diante do aumento da procura entre os moradores. Segundo Camilà Freitas, síndica responsável pela gestão do Subcondomínio Reserva das Plantas, a administração contratou um estudo técnico para avaliar a capacidade da estrutura elétrica e as alternativas para atender à demanda.
“O veículo elétrico e híbrido já é uma realidade nos condomínios, e entendemos que era melhor nos anteciparmos. Por isso, contratamos um estudo técnico para saber o que a nossa estrutura suporta hoje e como podemos nos preparar para o crescimento dessa demanda com segurança”, explicou.
O levantamento ainda está em andamento e busca identificar quantos moradores já possuem veículos elétricos ou híbridos e quantos pretendem adquirir modelos desse tipo nos próximos anos. A intenção é dimensionar a solução de acordo com a demanda efetiva do residencial.
Um dos principais pontos avaliados é a capacidade da infraestrutura elétrica. Atualmente, as subestações das torres teriam capacidade estimada para cerca de 68 carregadores de 7,4 kW. O número corresponde a aproximadamente 8,5% dos 800 apartamentos do condomínio.
Segundo a síndica, uma eventual expansão para atender instalações individuais em larga escala exigiria obras na infraestrutura elétrica. Outra alternativa avaliada é a implantação de uma solução coletiva, utilizando parte da capacidade disponível nas áreas comuns.
Nesse modelo, seria possível iniciar a instalação dos equipamentos sem a necessidade de ampliar imediatamente as quatro subestações das torres. O estudo contratado pelo condomínio segue em andamento para avaliar as possibilidades de acordo com a demanda dos moradores e a capacidade atual da estrutura.