O candidato ao Senado pela Bahia Rui Costa (PT) voltou a defender, nesta quarta-feira (16), mudanças na legislação penal e medidas mais rígidas para o combate à criminalidade. Entre as propostas apresentadas pelo petista, durante entrevista à Piatã FM, o ex-governador afirmou que pretende atuar no Senado pela revisão de regras relacionadas ao sistema prisional, às penas e ao uso de armas de alto poder de fogo.
Rui defendeu que presos apontados como integrantes de organizações criminosas não tenham poder de escolher a unidade onde irão cumprir pena. Segundo ele, a definição deve ser feita pelas autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário, especialmente quando houver identificação de lideranças que continuem comandando grupos criminosos mesmo dentro da prisão.
“Quem tem que dizer o presídio que o bandido vai ficar é quem toma conta do presídio. Se você investiga e sabe que aquele bandido está liderando a gangue naquela cidade, naquela região, ele não pode ficar ali. Porque às vezes, mesmo preso, ele continua liderando a organização criminosa”, afirmou.
O candidato também defendeu punições mais rigorosas para pessoas flagradas com armas de alto poder de fogo, como fuzis. Rui questionou a liberação de suspeitos presos com armamentos desse tipo e afirmou que pretende trabalhar pela mudança da legislação. “A lei precisa ser dura e podem contar comigo. No Senado, eu serei uma palavra muito firme, muito dura em defesa da sociedade”, declarou.
Durante a entrevista, Rui ainda criticou as regras que permitem a redução de penas por atividades realizadas pelos detentos durante o cumprimento da condenação. O candidato citou medidas como leitura, trabalho e bom comportamento e afirmou que pretende discutir alterações na legislação penal para crimes violentos.
“Eu tô reafirmando aqui minha posição dura, precisa mudar também a legislação penal. Não é possível alguém tirar a vida de uma pessoa, tirar a vida de uma criança, de uma mulher, esquartejar a mulher dá para o cachorro comer e depois porque ele leu dez livros, reduz cinco anos de prisão”, afirmou.