O candidato ao Senado pelo PT e ex-ministro do governo Lula, Rui Costa, elevou o tom contra o principal adversário do grupo governista, ACM Neto (UB), durante encontro com movimentos sociais, realizado nesta quarta-feira (2), em Salvador. Em discurso, Rui acusou o candidato de tentar esconder seu vínculo com o PL e de, ao mesmo tempo, buscar de forma oportunista os votos do presidente Lula na Bahia.
Segundo Rui, o comportamento seria uma tentativa de “enganar o eleitor” diante da percepção de que o presidente mantém forte apoio entre os baianos.
“Ele bateu nos últimos três anos fortemente no presidente Lula (...) mas esse ano, como ele viu que não mudou a opinião do povo baiano e o povo baiano quer continuar votando no Lula, ele agora está caladinho para tentar, de forma oportunista, puxar o voto do Lula”, afirmou.
Rui também criticou o fato de o adversário, segundo ele, evitar mencionar o candidato do PL ao Senado em suas aparições eleitorais. “Ele é presidente do PL na Bahia. Escondeu. Isso se chama fraude eleitoral. Isso se chama tentar enganar o eleitor”, declarou.
O petista ainda fez uma defesa da continuidade da aliança entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula. Para Rui, a eleição de 2026 representa uma oportunidade de manter, na Bahia, um governo estadual alinhado ao Palácio do Planalto.
“A Bahia não pode perder a oportunidade de ter mais quatro anos o governador da Bahia de mãos dadas com o presidente Lula”, afirmou.
Crítica a entrevista
Em outro momento do discurso, Rui Costa também criticou a postura de um candidato durante entrevista concedida a uma jornalista negra da TV Aratu. Sem citar nominalmente o entrevistado, o petista classificou o comportamento como “grosseiro, desrespeitoso e arrogante”.
Para Rui, o episódio não deveria ser interpretado como consequência de uma entrevista mais incisiva. Ele defendeu a atuação da imprensa na cobrança aos candidatos.
“Jornalista, em uma entrevista com um candidato, não é para puxar o saco de candidato. É para apertar o candidato, é para deixar o candidato nervoso, para tentar tirar o candidato do sério. Esse é o papel do jornalista”, disse.
Rui afirmou ainda que o episódio deveria ser levado ao conhecimento da população durante a mobilização dos movimentos sociais.
O ex-ministro também defendeu que a campanha abandone a dependência exclusiva das redes sociais e intensifique o contato direto com os eleitores.
“Mais do que nunca, em tempos de distanciamento social das redes, as pessoas querem um toque, as pessoas querem um abraço, querem olho no olho”, afirmou.