O deputado estadual Robinho (União Brasil), uma das vozes mais contundentes da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), fez uma análise ácida sobre o cenário eleitoral de 2026 em conversa com o Classe Política na noite desta sexta-feira (3). Para o parlamentar, a composição liderada por ACM Neto atingiu o equilíbrio necessário ao atrair dissidentes da base governista e unificar a direita no estado.
"Neto conseguiu compor uma chapa, eu diria, perfeita. Ele conseguiu tudo o que precisava: trouxe João Roma, que foi candidato há quatro anos; trouxe o senador Angelo Coronel, que era do lado de lá; e José Cocá, uma liderança carismática e experiente. Não tinha como fazer uma composição melhor", avaliou Robinho.
O deputado ressaltou que a escolha de Zé Cocá (PP) como vice valoriza a gestão municipalista, dado o desempenho do prefeito em Jequié. Entretanto, alertou para o excesso de confiança: "Na política, a gente nunca pode achar nada fácil. A perfeição se consolida com o resultado da eleição".
Ao analisar a movimentação do Palácio de Ondina, Robinho não poupou adjetivos negativos para descrever o grupo liderado por Jerônimo Rodrigues. O deputado recuperou uma fala recente do senador Otto Alencar (PSD) sobre os riscos de uma chapa composta apenas por quadros do PT (ou de baixíssima diversidade partidária).
"O governo é aquela história de Otto Alencar: uma chapa puro sangue, e a última vez que deu isso, deu errado. O PT não conseguiu mudar nada", disparou.
Sobrou crítica também para a cúpula e para as figuras centrais da atual gestão. Segundo Robinho, o grupo governista vive um desgaste de duas décadas de poder e conflitos internos expostos.
- Sobre Jerônimo Rodrigues: "Gerônimo é um meme. A chapa do PT é cansada, um grupo de 20 anos que já vem exausto".
- Sobre a relação Rui x Wagner: "Rui [Costa] e [Jaques] Wagner estão em briga explícita".
- Sobre Geraldo Júnior: "Geraldinho é uma pessoa que não tem autoestima, não tem amor-proprio. Foi humilhado e aceitou a humilhação, teve que engolir tudo isso".
Para o parlamentar do União Brasil, a "fadiga" do projeto petista na Bahia, somada à falta de renovação e às brigas internas, pavimenta o caminho para a vitória da oposição.