O vereador Randerson Leal (Podemos), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador, participou, na última quarta-feira (29), de uma audiência pública que debateu o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS) da capital baiana.
Realizado no auditório do Centro de Cultura da Câmara, o encontro reuniu parlamentares e representantes de instituições para discutir metas e estratégias voltadas à segurança pública. A atividade foi presidida pela vereadora Marta Rodrigues (PT) e contou com a presença de diversos vereadores, além de representantes da sociedade civil organizada.
O encontro foi marcado por ampla participação popular, com o auditório lotado e a presença de trabalhadores por aplicativo, integrantes do movimento negro e lideranças comunitárias, que contribuíram com sugestões e reflexões sobre o tema.
A realização da audiência foi possível após articulação da bancada de oposição, que conseguiu o adiamento da votação do projeto. A medida teve como objetivo garantir tempo para o debate público e permitir a construção de emendas a partir das contribuições da sociedade.
Durante a audiência, Randerson também fez questionamentos sobre a elaboração do plano, destacando a importância da transparência. O vereador pontuou que a empresa contratada pela Prefeitura deveria ter participado do debate para esclarecer a origem dos dados e das ações propostas. “É fundamental saber se houve escuta real da população, se foram aos bairros, às comunidades, entender de perto a realidade de cada região. Infelizmente, a empresa não compareceu para prestar esses esclarecimentos”, afirmou.
O plano, com vigência de 10 anos, estabelece diretrizes alinhadas à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), e será utilizado como instrumento de planejamento para enfrentar o cenário de insegurança no município.
Para Randerson, a audiência cumpriu seu papel ao promover diálogo e escuta ativa. “Foi um momento importante de participação popular, onde a sociedade pôde se manifestar, contribuir e dialogar diretamente com o poder público. Esse é o papel da Câmara: ser ponte entre a população e as decisões que impactam a cidade”, destacou.
A votação do projeto, agora prevista para o dia 6 de maio, permitirá que as contribuições apresentadas sejam analisadas e transformadas em propostas de emendas. A expectativa é de que o processo resulte em um plano mais eficiente, construído com base na escuta da sociedade e na atuação responsável do Legislativo municipal.