Quaest indica consolidação de Jerônimo e estagnação de ACM Neto, avalia Rosemberg

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os dados mais recentes da Quaest apontam um quadro de estabilidade na avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), combinado com sinais de consolidação eleitoral e manutenção de competitividade diante do principal adversário, ACM Neto (União Brasil). 

A leitura é do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), que vê “avanço consistente” do atual governador, mesmo em um cenário ainda fluido.

Segundo o líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o dado mais relevante é que 51% dos entrevistados afirmam que Jerônimo merece ser reeleito, patamar praticamente idêntico ao de um ano atrás (50%). 

“Isso mostra que o governo não apenas se sustenta, mas cria base. Manter esse nível ao longo do tempo, em meio a pressões e crises, é sinal de aprovação enraizada”, afirmou o parlamentar.

Rosemberg também destaca que o sentimento majoritário do eleitor não é de ruptura. Apenas 34% defendem mudança total, enquanto 40% preferem melhorar o que não está bom e 22% querem manter como está. 

“Quando a maioria não quer ruptura, quem está no governo larga com vantagem. O desejo é de ajuste, não de troca”, disse.

Na avaliação do líder governista, a preferência por alinhamento político também favorece Jerônimo. A pesquisa mostra que 47% dos eleitores preferem um governador aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra 16% que optam por alinhamento com Jair Bolsonaro. “Isso posiciona Jerônimo de forma mais coerente com o desejo majoritário da população baiana hoje”, afirmou.

Sobre o cenário eleitoral, Rosemberg relativiza a liderança numérica de ACM Neto na estimulada (41% contra 37%), destacando que a diferença está dentro da margem de erro. Ele enfatiza o empate na espontânea, com ambos marcando 13%. 

“Quando você olha a espontânea, que mede voto mais consolidado, há empate. Isso indica que Jerônimo cresceu e alcançou o principal adversário em lembrança real de voto”, analisou.

O petista também chama atenção para o fato de metade do eleitorado afirmar que ainda pode mudar de posição. “Isso desmonta qualquer narrativa de favoritismo consolidado. A eleição está aberta, e quem tem governo, entrega e presença tende a crescer nesse ambiente.”

Na leitura do deputado, o empate na espontânea e a margem estreita na estimulada expõem uma dificuldade do adversário em ampliar sua base. “Para quem já foi prefeito da capital, disputou governo e está em campanha há anos, ficar estacionado nesse patamar não é exatamente um sinal de crescimento. É mais um indício de limite”, disse, com ironia.

Compartilhe:

Siga a gente Instagram | Facebook | Twitter | Youtube

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

REDES SOCIAIS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido.