O deputado federal Pedro Tavares (União Brasil) comentou nesta quarta-feira (29) os números da recente pesquisa Quaest para o governo do estado. Para o parlamentar, o dado mais relevante do levantamento é o percentual de eleitores que desejam a alternância de poder, o que ele classifica como um reflexo direto do desgaste após duas décadas do mesmo grupo político à frente do Executivo baiano.
"Na pesquisa tem um dado que é interessantíssimo: o sentimento de mudança. Quase a metade dos baianos, 47%, querem a mudança. Não uma mudança pela mudança, mas por alguém que, como gestor público, demonstrou ser um grande gestor quando teve a oportunidade, como Neto em Salvador", afirmou Tavares.
O deputado aproveitou o cenário de empate técnico entre ACM Neto e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para elencar o que considera os principais gargalos da atual administração. Tavares destacou a crise na segurança pública e as dificuldades enfrentadas pela população no sistema de regulação da saúde.
"A sociedade não aguenta mais a violência contínua tomando conta e a questão da saúde pública, da regulação. Chegando aqui, uma pessoa me pedia pelo amor de Deus por um parente internado há dias. Temos também uma das piores educações do Brasil. Tudo isso tem mexido com o sentimento da sociedade", disparou o parlamentar.
Ciclo Político
Para Pedro Tavares, o período de 20 anos de governos petistas na Bahia atingiu um limite de resolutividade, e a campanha de 2026 deve ser pautada pela comparação de modelos de gestão. Ele acredita que o histórico de ACM Neto na prefeitura da capital é o principal trunfo da oposição para convencer o eleitorado do interior.
"São 20 anos de poder do mesmo grupo político. Tiveram suas oportunidades, seus acertos e seus erros, mas agora a sociedade quer dar oportunidade ao novo. Estou muito feliz com o que estou vendo nas ruas e no interior. Não tenho dúvida que 2026 é o ano da mudança", concluiu o deputado.