Um ato de campanha de Thiancle Araújo (PSD) e Marcos Santos, Marcola (PSD), foi impedido de acontecer nesta sexta-feira (18), em Luís Eduardo Magalhães, após uma abordagem da Polícia Militar, Guarda Municipal e Ronda Escolar.
Segundo os candidatos, cerca de sete viaturas foram ao local de concentração da motociata, onde participantes foram colocados contra a parede e submetidos, indistintamente e sem fundada suspeita individualizada, a revistas pessoais.
A abordagem provocou coação e constrangimento, dispersando os apoiadores e inviabilizando a realização do evento. A situação causa indignação porque a motociata havia sido formalmente comunicada à 85ª CIPM, por meio do Ofício nº 77/2026.
Pela legislação eleitoral, atos de campanha não dependem de autorização policial. Ao contrário: após a comunicação, cabe à autoridade policial adotar as providências necessárias para garantir sua realização.
A polícia deveria garantir o ato, não impedi-lo
Os candidatos destacam que episódio semelhante já havia ocorrido em Alagoinhas, quando um ato eleitoral foi interrompido por policiais do 4º BPM, em agressões e detenção de Thiancle e submete Marcola a mira de um fuzil.
Para a assessoria jurídica, o emprego do aparato estatal para vigiar, constranger ou impedir manifestações políticas legítimas remete a práticas de vigilância e repressão política associadas à ditadura militar e completamente incompatíveis com a Constituição de 1988.
“Não é admissível comunicar previamente um ato para que a Polícia Militar garanta sua segurança e encontrar os apoiadores contra a parede, sendo revistados, e o evento impedido. A polícia deve garantir o exercício dos direitos, não intimidar quem participa de um ato eleitoral legpitimo. A conduta dos agentes de segurança foi arbitrária, inconstitucional e antidemocrática.”
A campanha cobrará a identificação de quem determinou a operação, qual fundamento justificou as revistas generalizadas e por que cerca de sete viaturas foram mobilizadas para um evento eleitoral previamente comunicado, além de, mais uma vez, levar o episódio às autoridades competentes.