Pablo Barrozo defende "conserto" da cadeia do cacau após suspensão de importações africanas

Foto: Divulgação
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O secretário de Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo (Avante), ressaltou nesta terça-feira (24) a importância da união entre os diferentes perfis de produtores para reorganizar a economia do cacau no estado.

Em encontro na Assembleia Legislativa (ALBA), que contou com a presença de agricultores familiares, grandes produtores e representantes das câmaras setoriais, Barrozo classificou o momento como "adequado" para ajustes estruturantes, especialmente após o Ministério da Agricultura formalizar o embargo à amêndoa da Costa do Marfim.

Para o secretário, o foco imediato deve ser a estabilização dos preços, que hoje penaliza severamente o sustento das famílias que dependem da cultura.

"A gente está tratando isso de uma forma séria, sem politizar o assunto. São muitos pais e mães de família que vivem do cacau. A gente precisa adequar os interesses de todos, mas de uma forma correta. O preço se torna um assunto muito importante devido à queda atual, um valor que não é real", afirmou Barrozo.

Os Pilares da Reestruturação na Visão da Seagri:

  • Regulação do Mercado Interno: O embargo à exportação marfinense, sancionado hoje, visa priorizar a amêndoa produzida na Bahia e no Pará.
  • Diálogo com Indústrias: O secretário cobrou que as grandes moageiras participem ativamente do "conserto" da cadeia produtiva, garantindo remuneração justa.
  • Modernização Tecnológica: Incentivo para que o cacau brasileiro seja cada vez mais competitivo globalmente através de inovação e tecnologia.
  • Qualidade do Produto: Apoio ao projeto de lei que define o percentual mínimo de cacau para a fabricação de chocolate, relatado pelo deputado Daniel Almeida.

Barrozo enfatizou que a Bahia, como maior produtora do país, tem a responsabilidade de liderar esse processo de correção de erros históricos na cadeia produtiva. Ele destacou que o produtor brasileiro já alcançou um nível de excelência técnica, mas precisa de segurança de mercado para prosperar.

"Nós podemos sim corrigir os possíveis erros que há, que são naturais, para que possamos produzir e dar mais tranquilidade para tantas pessoas que vivem do cacau. Fica aqui minha fé de que iremos sair daqui muito mais fortes", concluiu o secretário.

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