O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (2) que o senador Ângelo Coronel, que anunciou o rompimento com o PT após ser excluído da chapa majoritária governista, foi traído pelo partido, assim como aconteceu anteriormente com inúmeros outros aliados da legenda que governa a Bahia há quase 20 anos.
“Tiraram o direito dele de disputar a reeleição, como fizeram com Lídice da Mata, com João Leão, com Walter Pinheiro. Eu vejo muito blá-blá-blá de que lá os aliados crescem, tem espaço…Coronel foi traído; ele é vítima nesse processo. O PT é isso: suga, chupa o sangue dos aliados, dá aquele abraço de urso e depois descarta”, disse.
Bruno Reis destacou que Coronel soube através da imprensa que não concorreria à reeleição no Senado, para que dois petistas pudessem compor a chapa: os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. “Como ocorreu com outros no passado, ele foi comunicado pela imprensa. O ex-governador [Rui Costa] estava semana passada no interior e disse que era candidato a senador, assim como Wagner, e que Jerônimo era o candidato a governador”, pontuou o prefeito da capital.
O prefeito informou que as conversas com Coronel sobre o seu futuro político devem começar nos próximos dias. “Coronel é um grande amigo; há mais de 20 anos nós temos uma amizade, uma relação. Sempre nos falamos com frequência, mas objetivamente a gente esperava o desfecho do governo”, disse.
“Acho que a partir desta semana nós vamos ter conversas objetivas para discutir a forma, o momento e para qual partido da nossa base ele irá. Muitos manifestaram o desejo de abrir as portas, caso ele decida disputar a vaga ao Senado por um desses partidos do nosso lado”, completou Bruno Reis.