O líder do governo municipal na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Kiki Bispo, detalhou as estratégias do grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil) para o ato de campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), previsto para sábado (17), na capital baiana.
Segundo o parlamentar, a campanha no segundo turno tem como objetivo ampliar a votação de Flávio na Bahia, com a conquista de eleitores que apoiaram candidaturas de centro-direita no primeiro turno, além de buscar votos de pessoas que escolheram ACM Neto para o governo estadual e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência em eleições anteriores.
Kiki também avaliou que o desempenho de candidatos da oposição em estados do Nordeste indica, em sua interpretação, insatisfação de parte do eleitorado com as políticas do governo federal.
“A nossa expectativa para sábado é reunir um grande volume de apoiadores com a junção do União Brasil e de partidos aliados. Temos dois grandes desafios: o primeiro é ampliar a margem de votação de Flávio na Bahia, buscando os eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O segundo é virar votos daquelas pessoas que votaram em Lula e em Neto”, declarou.
O vereador acrescentou que, na avaliação dele, os resultados eleitorais na região refletem críticas à atuação do governo federal.
Segurança pública é apontada como prioridade
Ao comentar as pautas que devem marcar o ato político, Kiki Bispo apontou a segurança pública como uma das principais bandeiras da candidatura de Flávio Bolsonaro. O vereador afirmou que o apoio do grupo de ACM Neto ao candidato do PL está relacionado à oposição ao PT, que governa a Bahia há cerca de duas décadas.
“O único candidato que defende com firmeza a segurança pública e o retorno da paz ao cidadão é Flávio. O nosso apoio ocorre por coerência e convergência natural, já que militamos na Bahia contra um sistema de governo que já dura duas décadas e apresenta falhas graves”, afirmou.
Kiki também criticou a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e questionou o desempenho eleitoral do petista nos grandes municípios baianos.
“Perceba que Jerônimo não vence nas grandes cidades; o que ainda influencia o resultado no estado é o peso do apelo do partido, e não a avaliação da própria gestão”, disse.
Vereador contesta discurso sobre repasses federais
Questionado sobre declarações de integrantes da base governista de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia comprometer repasses e obras federais na Bahia, Kiki Bispo rejeitou a avaliação e acusou adversários de tentar influenciar o eleitorado pelo medo.
“Isso é pura fake news. O PT tem promovido um terrorismo político sem precedentes na história da democracia brasileira, o que lamentamos profundamente”, declarou.
O vereador defendeu que a campanha adversária concentre o debate na apresentação de propostas e afirmou acreditar que os eleitores baianos avaliarão os argumentos nas urnas.
“Ao invés de propagar o medo e o terror, deveriam apresentar propostas e correções para o país. Acredito que o povo baiano já está vacinado contra esse modus operandi e responderá nas urnas neste segundo turno”, concluiu.