A mobilização pelo avanço do fim da escala 6x1 e pela consolidação de uma agenda de trabalho decente foi tema de um debate realizado na noite desta segunda-feira (14), no Comitê 1330, no Rio Vermelho, em Salvador. O encontro foi promovido pelo candidato a deputado federal Lucas Reis (PT) e pela candidata à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Leninha Valente (PT).
A atividade reuniu trabalhadores de diferentes setores, lideranças sindicais e militantes para discutir os impactos da sobrecarga de trabalho na saúde mental das famílias e a proteção de direitos trabalhistas. Também participaram o jornalista, escritor e ex-deputado federal Emiliano José, a vice-presidenta do PT Salvador, Luciana Mandelli, a diretora-geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Sara Prado, e o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores na Bahia (CUT/Bahia), Alfredo Santos Júnior.
Lucas Reis defendeu a atuação do Congresso Nacional para avançar na discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. Segundo ele, a mudança envolve questões relacionadas ao descanso, à convivência familiar e à saúde mental dos trabalhadores.
“Não dá para falar em desenvolvimento econômico em um ciclo permanente de exaustão. A luta pelo fim da escala 6×1 não é apenas um debate sobre horas no relógio de ponto, é uma pauta sobre o direito ao descanso, à convivência familiar e à saúde mental”, afirmou.
Leninha Valente defendeu que as políticas voltadas ao trabalho decente também sejam fortalecidas no âmbito estadual. Para ela, a atuação da Assembleia Legislativa deve acompanhar as discussões que tramitam no Congresso e considerar as diferentes realidades dos municípios baianos.
“O que Lucas vai defender em Brasília precisa encontrar eco, fiscalização e estrutura nas cidades baianas através da Assembleia Legislativa. A agenda do trabalho decente se materializa quando o Estado combate a informalidade precarizada, assegura a qualificação técnica para a juventude e cria ambientes laborais seguros, sem assédio e com remuneração justa”, declarou.
Durante o debate, lideranças sindicais e comunitárias defenderam a mobilização em torno da redução da escala de trabalho e da proteção ao emprego. O encontro também reforçou a proposta de manter ações nas ruas e nas redes sociais para ampliar o debate sobre mudanças na legislação trabalhista.