A disputa pelo eleitorado identificado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou novos contornos na Bahia. Durante a inauguração do comitê de Lucas Reis (PT), em Salvador, o secretário de Relações Institucionais do Governo do Estado e dirigente petista Adolpho Loyola criticou a aproximação de setores da oposição com o campo político lulista e direcionou as críticas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
Ao comentar as movimentações do grupo adversário, Loyola afirmou que a estratégia seria motivada por dificuldades eleitorais e questionou a tentativa de dissociar ACM Neto do bolsonarismo.
“Veja, é mais um desespero. Eles não são Neto, eles não são Lula, eles são Bolsonaro”, afirmou o secretário.
Loyola também reforçou a vinculação entre os projetos políticos de Lula e do governador Jerônimo Rodrigues na Bahia. Segundo ele, o eleitor que apoia o presidente deve reconhecer o grupo governista estadual como seu principal representante no estado.
“O projeto de Lula na Bahia é o projeto de Jerônimo. É o mesmo lugar que nós estamos a vida toda. E aqui o palanque de Lula é o palanque de Jerônimo”, declarou.
Na avaliação do dirigente petista, a oposição estaria tentando encontrar alternativas para evitar uma associação direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Loyola citou, nesse contexto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como uma tentativa de reposicionamento político do grupo.
O secretário voltou a mirar ACM Neto e afirmou que, apesar da tentativa de construir uma imagem diferente, o ex-prefeito permaneceria identificado com o campo anti-Lula.
“ACM Neto é Bolsonaro, é isso que tem que deixar claro. Ele não tem a coragem de dizer que é Bolsonaro e fica inventando essa história de Caiado”, disse.