O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, comentou em entrevista à rádio Baiana FM, nesta segunda-feira (2), sobre as articulações para as eleições de 2026 e o perfil de Flávio Bolsonaro como peça-chave no cenário nacional e estadual. Questionado sobre a possibilidade de ACM Neto (União Brasil) dividir o palanque com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Roma preferiu focar na estratégia de unidade da direita para derrotar o PT na Bahia.
Roma revelou que tem mantido conversas frequentes com Flávio Bolsonaro desde dezembro para alinhar o tabuleiro político baiano. Segundo ele, o senador possui um perfil mais "sereno e habilidoso" que o do pai, o que tem sido fundamental para costurar alianças. Sobre a relação com ACM Neto e a montagem do palanque, Roma destacou a orientação que recebeu de Flávio:
"Eu sentei com ele lá e disse: 'Olha, a Bahia, o cenário a princípio é esse aqui'. Ele disse: 'João, mantém. Eu entendo como é a situação da Bahia, nós precisamos estar unidos para vencer o PT na Bahia'. E daqui para as convenções do partido e as próprias eleições, muita água vai passar debaixo dessa ponte."
O presidente do PL também analisou o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, apontando uma tendência de queda na rejeição popular. Para Roma, a postura moderada do senador tem permitido que ele construa uma identidade própria, descolada da imagem mais "assodada" de Jair Bolsonaro. Ele citou dados de janeiro que mostram uma redução de mais de sete pontos na rejeição do parlamentar, o que, em sua visão, indica que Flávio "vai surpreender positivamente a muitos" ao longo da campanha.
Embora o apoio explícito de ACM Neto à chapa bolsonarista ainda seja um ponto de interrogação devido às diferentes nuances ideológicas na base da oposição, João Roma sinalizou que o pragmatismo deve prevalecer. O objetivo comum de encerrar o ciclo petista na Bahia parece ser o amálgama que manterá o PL e o União Brasil em constante diálogo até a definição final das chapas em abril.