João Roma critica decisões judiciais sobre debate da Globo e fala em “interferência no jogo democrático”

Foto: Divulgação
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O candidato ao Senado pela Bahia e presidente estadual do PL, João Roma, criticou as decisões judiciais que alteraram as regras do debate presidencial da TV Globo, que estava previsto para esta quinta-feira (1º). O encontro acabou cancelado após mudanças determinadas pela Justiça e a desistência do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Para Roma, as alterações nas regras previamente acordadas pelas campanhas representam uma interferência no processo eleitoral. “O que aconteceu é muito preocupante. Houve uma grave e perigosa tentativa de interferir no jogo democrático. Não é saudável que regras conhecidas pelas campanhas sejam alteradas por sucessivas decisões judiciais a poucas horas de um debate”, afirmou.

Segundo o candidato, as mudanças prejudicaram diretamente Flávio Bolsonaro e provocaram insegurança jurídica na reta final da eleição. “Nosso candidato Flávio Bolsonaro foi prejudicado por toda essa situação. E quem também perdeu foram milhões de brasileiros que ficaram sem mais uma oportunidade de conhecer suas propostas, comparar ideias e ouvir diretamente aqueles que pretendem governar o país”, declarou.

Uma das decisões, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio destinado a Lula, que havia informado que não participaria do debate, além de impedir que os demais candidatos simulassem perguntas ao presidente ausente.

Roma afirmou que o Judiciário tem papel na preservação da democracia, mas defendeu previsibilidade nas regras do processo eleitoral. O candidato também mencionou a liberdade de imprensa e a autonomia das emissoras para organizar debates dentro dos limites da legislação.

“Debate eleitoral não pertence a um candidato, a um partido ou a uma emissora. É um instrumento do eleitor, que tem o direito de conhecer propostas, confrontar ideias e avaliar quem pretende governar o país”, disse.

Na reta final da campanha, Roma afirmou que tem encontrado nas ruas da Bahia manifestações favoráveis à mudança e citou temas como segurança, equilíbrio e confiança nas instituições. “Por onde tenho passado pela Bahia, tenho ouvido das pessoas um desejo de mudança, de mais equilíbrio, segurança e confiança no futuro. É essa vontade que nos move e que vamos levar às urnas”, declarou.

“Democracia se faz com regras claras. Eleição se decide com voto, ideias e liberdade. Vamos mudar a Bahia e mudar o Brasil”, concluiu.

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