João Roma cobra medidas para enfrentar crise da produção de cacau na Bahia e critica governos do PT: “Não pode fechar os olhos”

Foto: Divulgação
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O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, manifestou nesta segunda-feira (2) seu apoio aos produtores de cacau do Sul da Bahia, que vêm enfrentando uma grave crise no setor. Roma afirmou que a falta de atenção e de políticas públicas eficazes por parte dos governos estadual e federal, ambos comandados pelo PT, tem aprofundado as dificuldades dos agricultores e traz risco real de perda de empregos e de impactos negativos na economia regional.

O cacau é um dos principais produtos agrícolas da região Sul da Bahia, com forte expressão na geração de renda, emprego e vinculação com a cultura local. Nos últimos meses, produtores e comerciantes vêm promovendo protestos em diversos municípios contra o deságio nas cotações internas, a importação de cacau africano a preços mais baixos e a ausência de políticas capazes de proteger o produto nacional.

Além disso, entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) criticam o atual modelo de importações e pressionam por mudanças nas regras que regem a entrada de cacau importado, com o argumento de que isso tem prejudicado diretamente os agricultores locais.

Para João Roma, a situação vivida no Sul da Bahia não é reflexo de anos de omissão e falta de prioridade das gestões petistas. “O produtor de cacau da Bahia contribuiu com a economia brasileira por décadas, gerando emprego, renda e abrindo portas para o agronegócio da nossa região. Hoje, esses homens e mulheres enfrentam um quadro de desvalorização de seus produtos, concorrência externa predatória e completa falta de políticas públicas que defendam o cacau nacional”, afirmou Roma.

O dirigente apontou que a crise não afeta apenas os agricultores, mas toda a cadeia produtiva. “Quando o preço do cacau cai, o impacto em cadeia se espalha: os trabalhadores rurais perdem renda, o pequeno comércio é afetado e famílias inteiras ficam em risco. É uma crise social, econômica e humana que precisa de respostas imediatas”, salientou.

João Roma cobrou dos governos federal e estadual medidas concretas, como a reformulação das regras de importação para proteger o cacau brasileiro frente à concorrência de produtos muito mais baratos, especialmente do mercado africano, além da disponibilização de linhas de crédito emergencial para produtores em dificuldades. “Não é com discurso que se resolve a vida do produtor baiano. É com ação. Precisamos de políticas que deem segurança, previsibilidade e proteção ao cacau nacional. O que não dá é para o governo fechar os olhos”, frisou.

Roma lembrou ainda a importância histórica do cacau para a economia da Bahia, ressaltando que a perda de competitividade do setor significa também retrocesso para uma das principais regiões agrícolas do Brasil.

“A Bahia tem um papel fundamental na produção de cacau e merece ser tratada com respeito, prioridade e seriedade. Não podemos aceitar que a nossa produção seja prejudicada pela falta de políticas adequadas, por importações mal reguladas e por uma agenda que ignora o impacto social dessa crise”, pontuou.

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