Jaques Wagner rebate questionamento sobre helicóptero usado por Jerônimo e critica investigação: “Tem coisa da Polícia Federal que é ilação pura”

Foto: Divulgação
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O senador Jaques Wagner (PT-BA), candidato à reeleição, reagiu nesta segunda-feira (21), durante entrevista à Rádio Piatã FM, à reportagem da Folha de S.Paulo sobre o helicóptero utilizado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em uma agenda de campanha.

A reportagem informou que a aeronave usada por Jerônimo em 30 de agosto, durante um deslocamento de Castro Alves para Itatim, é um Bell 206L-4, de prefixo PT-YNB, pertencente à empresa RG8 Táxi Aéreo. O mesmo helicóptero aparece em relatório da Polícia Federal relacionado a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Wagner e o senador Rui Costa (PT) estavam na aeronave ao lado de Jerônimo.

Questionado sobre o episódio e sobre a possibilidade de a aeronave ter relação com Lima, Wagner afirmou que a campanha contrata empresas de táxi aéreo e que os passageiros não necessariamente têm conhecimento sobre os proprietários ou usuários anteriores dos equipamentos.

“A campanha fez um contrato com uma empresa que aluga helicóptero. Eu não sou obrigado a saber de quem é o helicóptero.”

Segundo Wagner, os serviços são contratados e pagos regularmente, com documentação referente às despesas.

“A gente viaja, paga, as faturas estão lá, estão sendo pagas.”

A campanha de Jerônimo também afirmou que o helicóptero foi contratado diretamente da RG8 Táxi Aéreo. Conforme a prestação de contas citada na reportagem, a empresa recebeu R$ 207,5 mil pelo serviço, em pagamento realizado em 16 de agosto. A equipe do governador contestou a associação feita entre a aeronave e Augusto Lima, argumentando que o helicóptero pertence à empresa de táxi aéreo e pode ser utilizado por diferentes clientes.

Wagner nega relação entre o helicóptero e Augusto Lima

Durante a entrevista, o senador também rejeitou qualquer associação entre o uso da aeronave e uma eventual relação pessoal com Lima.

Ao ser questionado sobre referências feitas pela Polícia Federal a uma suposta viagem sua à Ilha da Paixão, Wagner voltou a negar ter utilizado o helicóptero para esse deslocamento e criticou o que considera interpretações sem comprovação.

“Tem coisa da Polícia Federal que é ilação pura. É muita invenção.”

O senador afirmou ainda que considera haver uma tentativa de associar diferentes episódios para produzir uma conclusão sobre sua relação com o empresário.

“Eu nunca pisei… Tem uma forçação de barra pra prejudicar a campanha.”

Senador questiona investigação

Na entrevista, Wagner também comparou o episódio atual a outra investigação envolvendo seu nome e afirmou que, em sua avaliação, determinadas apurações precisam apresentar resultados concretos.

“O senhor me engana 19, 19, 20 e até agora não tem nada com ele, nem busca e apreensão na casa dele. O meu, ninguém concluiu investigação nenhuma, fizeram aquela coisa toda.”

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