O secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, falou, nesta quinta-feira (30), em entrevista ao SBT, sobre a votação no Senado Federal ontem e atribuiu a recusa da indicação de Jorge Messias ao STF à instabilidade política no país, iniciada no governo de Michel Temer e aprofundada na gestão de Jair Bolsonaro. “Infelizmente, é mais um capítulo de uma crise institucional que vem se acumulando no Brasil”, afirmou o dirigente petista.
Éden enfatizou que a rejeição não se deu por critérios técnicos, já que o ex-advogado Geral da União reúne todos os requisitos para ter sido escolhido o novo ministro da mais alta Corte do país. “Jorge Messias tem amplo saber jurídico reconhecido, reputação ilibada, é um professor, doutor em direito pela Universidade de Brasília, é um servidor público de carreira com grandes serviços prestados ao nosso país, na Procuradoria Geral da Fazenda, na Casa Civil, no Senado Federal e enquanto ministro da Advocacia Geral da União. Então a rejeição de ontem não foi uma rejeição baseada na lei e na técnica, foi uma rejeição política”, reforçou.
Agora, informou Éden na entrevista, caberá identificar as razões pelas quais a maioria dos senadores tomaram essa decisão. “Vamos tentar saber se foi um ataque, uma resposta ao governo, ao Poder Executivo, se foi uma resposta ao Poder Judiciário ou uma resposta às investigações do caso do Banco Master, da Carbono Oculto. As investigações têm alcançado poderosos e privilégios que antes não tinham sido alcançados no Brasil”.
O secretário de Comunicação acrescentou que a resposta a essas perguntas será conhecida na votação aos vetos do presidente Lula no Congresso Nacional, que será realizada ainda nesta quinta-feira (30). “Essas razões nós vamos entender hoje quando o Congresso Nacional se debruçar sobre esses vetos. Em caso de os vetos não serem mantidos, vai ficar claro para a sociedade brasileira que o Congresso Nacional ou a maioria do Congresso Nacional adere à pauta da direita e do bolsonarismo, que é a pauta da impunidade, da anistia e da blindagem. Não é como demagogicamente diziam para a sociedade que ‘bandido bom é bandido morto”, porque o que eles podem aprovar hoje é a lógica do bandido bom é bandido solto”.