Hugo Motta define cronograma para fim da escala 6x1: “Aprovação até o mês do trabalhador”

Foto: Divulgação
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O presidente da Câmara, Hugo Motta, estabeleceu metas claras para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que revisa a jornada de trabalho no Brasil. Segundo o deputado, a discussão começa formalmente esta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a relatoria do baiano Paulo Azi (União Brasil). O objetivo é concluir a admissibilidade na CCJ ainda em março, avançando para uma Comissão Especial em abril. "Quem sabe até o final de maio, o mês do trabalhador, a Câmara possa garantir a aprovação dessa proposta", projetou Motta.

O parlamentar defendeu um "amplo debate" que equilibre a qualidade de vida do empregado com a viabilidade econômica para quem emprega. Para Motta, a redução da jornada é uma necessidade de saúde pública e bem-estar social. “O trabalhador precisa de tempo de qualidade para o convívio com a família, lazer e saúde. Com o avanço das tecnologias e da inteligência artificial, temos condições de manter o país produzindo e trazer mais dignidade para quem acorda cedo e dorme tarde para fazer o Brasil funcionar”, argumentou.

Hugo Motta reforçou que a prioridade é encontrar o "melhor texto possível" por meio de audiências públicas. Ele destacou que a discussão da escala 6x1 não é isolada, mas faz parte de um movimento mundial de modernização das relações de trabalho.

  • Março: Tramitação e votação da admissibilidade na CCJ.
  • Abril: Criação e instalação da Comissão Especial.
  • Maio: Previsão de votação no Plenário da Câmara.

Enquanto a pauta da escala 6x1 avança com velocidade, Motta foi mais cauteloso ao falar sobre a Reforma Administrativa. Diferente da jornada de trabalho, que possui forte apelo popular e consenso em construção, a reforma do Estado ainda depende de uma maturação política que o presidente da Câmara não consegue precisar. “Ela depende da vontade política dos líderes partidários e do plenário. Na minha avaliação, é muito importante, mas não consigo precisar o prazo”, confessou.

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