"Aqui foi um desafio grande", revela Rui Costa após entrega de rodovia no sul da Bahia

Foto: Divulgação
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O ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), resgatou o histórico de articulações que culminaram na construção da rodovia BA-649 ao comentar as entregas viárias realizadas nesta sexta-feira (3) na região Sul do estado. Em conversa com jornalistas, o petista relembrou o período em que esteve à frente do Executivo baiano para justificar a decisão de executar a obra viária integralmente com recursos próprios do tesouro estadual, após o cancelamento de convênios pela esfera federal.

De acordo com Rui Costa, em 2015, no início de seu primeiro mandato como governador, a gestão estadual detinha um contrato — assinado originalmente no governo de Jaques Wagner — para viabilizar a duplicação do trecho por meio da rodovia federal BR-415. No entanto, o cenário sofreu uma reviravolta após o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Conforme o relato, as gestões federais subsequentes travaram as autorizações por se tratar de um domínio da União, proibindo o avanço das frentes de trabalho estaduais na calha federal. Diante do impasse, o governo estadual elaborou um traçado alternativo à margem direita do Rio Cachoeira, assumindo as intervenções financeiras na totalidade sob a nova nomenclatura de BA-649.

Com as pistas principais da nova rodovia liberadas, o ex-ministro voltou suas atenções para o futuro logístico da região do cacau, destacando a abertura da licitação para os novos 96 quilômetros do projeto do Contorno Norte de Ilhéus. O pré-candidato ao Senado detalhou o impacto estratégico da obra, pontuando que o traçado permitirá que motoristas vindos de Itabuna contornem o perímetro urbano litorâneo, garantindo acesso direto à zona industrial, a Itacaré e ao complexo do Porto Sul. O objetivo, segundo ele, é dar vazão ao forte volume de tráfego de cargas pesadas previsto para os próximos anos, garantindo mais segurança viável e rapidez no deslocamento.

"Aqui foi um desafio grande. Eu recebi em 2015 o convênio de um contrato do governo do Estado que foi assinado por Jaques Wagner com o governo federal. Depois que tiraram a Dilma, eles cancelaram o convênio. Não apenas cancelaram, mas nos proibiram de mexer porque ali é domínio de rodovia federal. Como o Estado já tinha iniciado o planejamento deste trecho, nós decidimos que faríamos uma obra estadual com recursos próprios. Eles disseram lá atrás que a obra não ia sair, mas vocês viram o volume de rochas que tivemos que detonar para abrir caminho. A via principal está liberada, restando apenas dois viadutos. Agora, o próximo passo são os 96 quilômetros que já estão sendo licitados no Contorno Norte de Ilhéus. Isso vai permitir que quem vem no sentido de Itabuna acesse a zona industrial, o Porto Sul e Itacaré sem precisar passar por dentro da cidade de Ilhéus, tornando a viagem muito mais rápida e segura, especialmente pensando no fluxo gigantesco de tráfego que o Porto Sul vai atrair", relembrou Rui Costa.

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