O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, apresentou um panorama ambicioso para o setor mineral baiano durante a International Brazil Energy Meeting (iBEM), nesta quarta-feira (25). Carballal destacou que, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues, a Bahia saltou de nenhum requerimento para 61 áreas de terras raras identificadas, posicionando o estado como detentor das melhores reservas desses minerais críticos — essenciais para chips, supercondutores e ímãs de alta potência — no Brasil.
"Terra rara não é nem terra e nem rara. São 17 elementos químicos metálicos que requerem tecnologia para extrair e purificar. A Bahia está preparada, o governador nos cobrou e temos 61 áreas em condições de desenvolvimento de uma mina com perfil industrial. O mundo viverá uma nova revolução tecnológica associada à inteligência artificial e à computação quântica, e as terras raras garantem essa funcionalidade", explicou o presidente da CBPM.
Além das terras raras, Carballal anunciou marcos operacionais imediatos, como a abertura, prevista para esta quinta-feira (26), do primeiro túnel de uma rede de 300 quilômetros para a produção de níquel sulfetado em Itagibá. A iniciativa da Atlantic Nickel deve estender a vida útil da mina em pelo menos 30 anos. Outro destaque foi o projeto em Belmonte, que abrigará a primeira fábrica de vidro solar fora da China, utilizando sílica de altíssima pureza da região para verticalizar a produção de painéis fotovoltaicos no estado.
"Nós temos a única mina de produção de vanádio da América Latina (em Maracás), temos grafita, níquel, cobre e cobalto. O nosso diálogo é altivo: não vamos aceitar uma lógica colonizadora. Queremos o desenvolvimento de uma mineração inclusiva e sustentável, que garanta o desenvolvimento econômico vertical no estado da Bahia", pontuou Carballal, reforçando que o estado já é o primeiro do país em diversidade mineral.
O dirigente também tranquilizou o setor sobre a segurança da legislação minerária brasileira, afastando preocupações com extravios de materiais estratégicos. Ele lembrou que minerais como urânio e plutônio são monopólio da União, e que o controle sobre grandes volumes de minério é rigoroso, garantindo que a riqueza mineral baiana seja convertida em ativos para a transição energética global sem riscos de desvios.