Investigação revela um suposto esquema de desvio de R$ 39 milhões em contratos sem licitação entre a Fundação José Silveira (FJS) e o governo do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Conforme matéria, assinada por Aguirre Talento e Nelson Barros Neto no jornal Folha de São Paulo, esses desvios ocorreram em meio a um cenário de relações cruzadas entre interesses públicos e privados.
Os contratos teriam sido firmados entre 2007 e 2011 e estavam sob a responsabilidade da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia e da Fundação José Silveira. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) identificou irregularidades graves, incluindo o repasse de valores destinados ao pagamento de impostos previdenciários que nunca foram efetuados, configurando apropriação indébita.
A Fundação José Silveira, durante o período investigado, teve como superintendente o deputado federal Antonio Luiz Paranhos Ribeiro Leite de Brito (PTB-BA), que ocupou o cargo de 1997 a 2008, conforme apurou a Folha. Atualmente, a direção da fundação está sob o comando de sua esposa, Leila Lossef. Esse vínculo familiar levanta suspeitas de patrimonialização do erário e uso indevido de recursos públicos para benefícios pessoais e políticos.
Além de Antonio Brito, outro nome mencionado na reportagem é o do deputado federal Amauri Teixeira (PT-BA). Na época, ele ocupava um cargo na Secretaria de Saúde e era responsável pelas liberações dos pagamentos envolvidos nos contratos investigados.