“Eu nunca tive negócio com o Banco Master”, afirma Jaques Wagner

Foto: Divulgação
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou, nesta segunda-feira (8), qualquer relação financeira ou empresarial com o Banco Master e afirmou que seu nome está sendo associado ao caso por meio de uma “ilação”. Wagner também declarou estar convicto de que as investigações irão comprovar sua inocência.

“Eu nunca tive negócio com o Banco Master. Vou repetir”, afirmou o senador durante entrevista.

Wagner explicou que sua relação com o empresário Augusto Lima ocorreu no contexto da venda da Cesta do Povo, realizada em 2018. Segundo ele, a negociação aconteceu antes mesmo da existência do Banco Master.

“Quando nós vendemos a Cesta do Povo foi em 2018. Nem existia o banco. Eu tratei com o senhor Augusto Lima, que apareceu com uma proposta e comprou e levou o cartão. Daí para frente, eu não tenho mais nada”, relatou.

O senador afirmou ainda que não possui recursos pessoais ou recursos de fundos de previdência da Bahia aplicados no Banco Master.

“Eu não tenho um centavo da Bahia depositado no Master. Não tenho dinheiro de fundo de previdência nosso depositado no Master”, declarou.

Wagner, entretanto, chamou atenção para aplicações feitas por outros estados. Segundo ele, mais de dez governos estaduais mantiveram recursos no banco e seria necessário investigar as administrações responsáveis por essas decisões.

“O principal foi Rio, é deles. O outro foi Brasília, é deles”, afirmou, em referência aos governos estaduais e distrital que, segundo ele, realizaram aplicações.

Crítica a investigação de 2018

Na entrevista, Wagner também comparou a atual situação com uma investigação que atingiu seu nome em 2018, relacionada às obras da Arena Fonte Nova.

Segundo o senador, uma investigação da Polícia Federal teria apontado inicialmente suspeitas de superfaturamento, mas posteriormente teria sido demonstrado que o estádio estava entre os mais baratos do país.

“Em 2018, uma delegada da Polícia Federal inventou um superfaturamento da Fonte Nova. Depois ficou provado que a Fonte Nova é um dos três estádios mais baratos do Brasil”, afirmou.

Wagner disse acreditar que a investigação teve motivação política e estaria relacionada à importância da Bahia para o resultado eleitoral nacional.

“Na minha opinião, o Dallagnol de lá pedia: ‘vocês têm que pegar o Wagner’, porque eles sabem que a Bahia é superimportante para a eleição do Lula”, declarou.

O senador afirmou que considera a associação de seu nome ao caso Master uma tentativa de “embolar o meio de campo”.

“É uma ilação o que fizeram. Vamos deixar o tempo passar, a investigação prosperar e, mais uma vez, eu vou provar a minha inocência”, afirmou.

Ao final, Wagner voltou a apontar o núcleo político que, em sua avaliação, deve ser investigado no caso.

“Quem ganhou dinheiro foi o pessoal do Centrão e a família Bolsonaro com o Banco Master”, concluiu.

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