O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do deputado estadual e candidato a deputado federal Leandro de Jesus (PL-BA) após o parlamentar baiano se tornar alvo de uma apuração determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão de Moraes determinou que Leandro seja ouvido pela Polícia Federal após o arquivamento de uma notícia-crime apresentada pelo deputado contra o ministro Flávio Dino e o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023. Moraes considerou que a conduta de Leandro poderia, em tese, se enquadrar no crime de comunicação falsa de crime ou contravenção.
Após a repercussão do caso, Eduardo Bolsonaro manifestou solidariedade ao aliado e elogiou a postura adotada por Leandro.
“Você é igual a mim, vai pra cima, não se acovarda. Se eu morasse na Bahia, teria meu voto para federal”, declarou Eduardo.
Leandro também reagiu publicamente à determinação. O parlamentar afirmou que tomou conhecimento da decisão e garantiu que não pretende mudar sua atuação política. “Para mim não é surpresa estar na mira do Moraes. Mas quero deixar um recado para os meus apoiadores: não vou recuar”, afirmou.
Em julho, o ex-deputado federal também defendeu Leandro após uma fiscalização realizada pelo parlamentar nas obras da BA-649, entre Itabuna e Ilhéus, ocasião em que incentivou a atuação fiscalizatória do deputado baiano e a retirada de uma placa de inauguração.
Leandro havia apresentado uma notícia-crime apontando suposta omissão de Flávio Dino, então ministro da Justiça, e de Gonçalves Dias, então chefe do GSI, durante os acontecimentos de 8 de janeiro. Moraes entendeu que não havia elementos mínimos para justificar uma investigação contra os dois e determinou o arquivamento. Na mesma decisão, ordenou o envio dos autos à Polícia Federal para que a conduta de Leandro seja apurada e para que o deputado seja ouvido.
O parlamentar baiano, por sua vez, tem tratado o episódio como perseguição política e afirma que seguirá fazendo oposição e fiscalizando agentes públicos.