DIRETO DE BRASÍLIA: Cláudio Cajado defende agenda municipalista, critica peso da previdência e alerta para risco de colapso nos municípios

Foto: Divulgação
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Durante entrevista concedida nesta terça-feira (19), em Brasília, o deputado federal Cláudio Cajado reforçou sua atuação na pauta municipalista e defendeu medidas de reequilíbrio fiscal para os municípios, com foco especial na redução da alíquota patronal do INSS e no impacto da previdência sobre as contas públicas locais.

Ao comentar a mobilização de prefeitos em eventos como a Marcha dos Prefeitos e iniciativas da União dos Municípios da Bahia (UPB), Cajado destacou sua trajetória política e afirmou manter compromisso histórico com as gestões municipais.

“Eu tenho oito mandatos consecutivos de deputado federal, fui vereador, presidente da Câmara e prefeito de Dias d’Ávila. Minha esposa foi três vezes prefeita e eu tenho um compromisso com a agenda municipalista. Eu sou um deputado municipalista”, afirmou.

Segundo o parlamentar, as políticas públicas começam nos municípios, e por isso a União e os Estados devem atuar como entes de apoio e complementação.

“Tudo que acontece de política pública inicia-se nos municípios. O Estado e o Governo Federal são complementares. Por isso apoiamos as gestões municipais e a agenda da Marcha dos Prefeitos”, disse.

Previdência no centro do debate

Cajado chamou atenção para o que classificou como um dos principais desafios fiscais das cidades brasileiras: a previdência social, tanto própria quanto celetista.

“Hoje, a maior dívida dos municípios é com a previdência. Com a PEC 66 e outros projetos, há possibilidade de parcelamento maior e redução da alíquota. Isso pode ampliar a base de contribuintes e gerar superávit”, explicou.

O deputado também criticou o modelo atual de cobrança, apontando que a alta carga contribui para inadimplência e sucessivos parcelamentos.

“Quando você quer cobrar com alíquota muito alta, muitos não pagam. Por isso existem parcelamentos de 240, 300 meses. Os prefeitos não aguentam pagar”, destacou.

Para ele, a redução das alíquotas pode estimular a regularização e melhorar o equilíbrio do sistema previdenciário.

“Se a gente reduzir a alíquota, mais contribuintes entram no sistema e acreditamos que ele será superavitário”, afirmou.

Troca de experiências entre municípios

Além da pauta fiscal, Cajado também destacou o papel das mobilizações municipais como espaço de integração entre gestores.

“Essa marcha promove o entrosamento entre os prefeitos, a troca de experiências, a gestão entre municípios grandes, médios e pequenos, para equacionar problemas comuns”, disse.

O parlamentar ainda ressaltou a importância da troca de soluções administrativas como ferramenta de modernização da gestão pública.

“Quem cria perde muito tempo, quem copia bons projetos pode fazê-lo em menos tempo”, completou.

A fala reforça a articulação de parlamentares baianos em torno da pauta municipalista, em meio às discussões sobre financiamento, previdência e sustentabilidade fiscal das cidades brasileiras.

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