Concessionária Ponte Salvador-Itaparica se manifesta após prefeito sinalizar ausência de documentação da ponte

Foto: Divulgação
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A Concessionária Ponte Salvador-Itaparica rebateu as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), a respeito do andamento dos trâmites burocráticos para o início das intervenções na capital baiana. A empresa responsável pelo megaprojeto de infraestrutura assegurou que protocolou, junto aos órgãos competentes da administração municipal desde o mês de abril, o requerimento de alvará necessário para a instalação das estruturas preliminares que darão suporte à construção sobre a Baía de Todos-os-Santos.

Segundo a concessionária, o pedido formalizado junto ao Executivo municipal inclui a autorização expressa para a montagem do canteiro de obras terrestre e da plataforma de trabalho marítima, etapas consideradas cruciais para o início do cronograma físico do empreendimento.

A manifestação da empresa ocorreu logo após o pronunciamento de Bruno Reis nesta quarta-feira (10), durante agenda pública no bairro de Daniel Lisboa. Na ocasião, o prefeito cobrou publicamente o consórcio e o governo do Estado pela entrega dos documentos, alegando que nenhum projeto executivo havia dado entrada nos sistemas de licenciamento da prefeitura, impossibilitando a análise técnica e a consequente emissão das autorizações municipais.

"Eu quero cobrar aqui que eles apresentem os documentos, apresentem o projeto. Disseram que ia iniciar e nem apresentaram os projetos ainda. Então eu estou pedindo que os projetos sejam apresentados para que a gente possa autorizar. Até agora não foram", apontou Bruno Reis, chamando atenção também para o descumprimento do prazo inicialmente anunciado pelo governo estadual, que previa o início dos trabalhos para o dia 4 de junho.

Além dos entraves com o município, o chefe do Executivo soteropolitano citou a existência de outras pendências que estariam travando o avanço do modal, mencionando discussões envolvendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a liberação de licenças ambientais. Diante das versões conflitantes entre a concessionária e a municipalidade, a expectativa do setor produtivo e das lideranças políticas gira em torno de uma conciliação institucional para evitar que novos impasses administrativos estendam o atraso das obras da ponte, cuja assinatura do contrato original completou mais de cinco anos.

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