O prefeito de Salvador, Bruno Reis, informou nesta sexta-feira (15) que a capital baiana precisará de até quatro dias de operação para regularizar completamente os serviços de limpeza urbana. A medida ocorre em decorrência dos impactos causados pela paralisação nacional dos trabalhadores da limpeza pública, que afetou a rotina da cidade.
O gestor municipal esclareceu que a mobilização da categoria não possui ligação direta com atritos ou demandas locais com a prefeitura. “Quando acontece uma paralisação como essa, nacional, não é por conta da relação aqui com os trabalhadores da limpeza pública. É um movimento nacional que traz consequências para a cidade”, pontuou Bruno Reis.
De acordo com o prefeito, o volume de lixo que deixou de ser recolhido exigirá uma força-tarefa contínua nos próximos dias para evitar o acúmulo de sujeira nas vias públicas. “O que não está sendo coletado hoje, a gente vai precisar de pelo menos três dias com a coleta normal para regularizar”, detalhou o gestor, projetando que o cenário deve estar estabilizado até o início da próxima semana.
Além do impacto geral da paralisação, a prefeitura planejou um esquema especial de limpeza para a região do Estádio Manoel Barradas (Barradão). A área registrou um grande fluxo de torcedores após a classificação histórica do Vitória sobre o Flamengo pela Copa do Brasil. “Hoje a gente vai fazer a limpeza em todo o entorno do Barradão”, adiantou o prefeito.
A declaração ocorreu durante o lançamento da nova edição do Programa IngreSSAr, iniciativa voltada à preparação de jovens de Salvador para o Enem. Ao encerrar o assunto, Bruno Reis solicitou a colaboração dos cidadãos no descarte dos resíduos domésticos enquanto as equipes normalizam os roteiros. “A gente pede um pouco de compreensão das pessoas nesses três dias que é o que nós vamos precisar para deixar a cidade novamente toda linda”, concluiu.