O deputado estadual Dal Barreto (União Brasil) afirmou, nesta sexta-feira (10), que os conflitos públicos entre lideranças da oposição acabam enfraquecendo o grupo político e defendeu que, em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, todas as forças oposicionistas caminhem unidas em torno de um único candidato.
Em entrevista, o parlamentar avaliou que as divergências internas na direita costumam ganhar grande repercussão, ao contrário do que, segundo ele, ocorre entre partidos de esquerda.
"Eu acho que, de verdade, essas brigas acabam atrapalhando as oposições. A direita, diferentemente da esquerda, quando a coisa diverge, acaba deixando explícito e as pessoas acabam sabendo. Na esquerda, às vezes eles brigam, mas quando vão para o palanque, vai todo mundo abraçado", afirmou.
Apesar das diferenças, Dal Barreto disse acreditar que a tendência será de convergência entre os partidos de oposição no momento decisivo da disputa eleitoral.
"Em um eventual segundo turno, todas as forças de oposições vão se juntar em busca de um só nome para que a gente possa vencer as eleições", declarou.
O deputado também defendeu que o país experimente uma alternativa política fora da atual polarização e afirmou que o Brasil precisa de um governo voltado ao desenvolvimento econômico.
"Está na hora da gente experimentar o novo e ver de que forma o Brasil pode crescer muito mais", disse.
Ao tratar da realidade baiana, Dal Barreto fez críticas à infraestrutura federal no estado e citou problemas em rodovias consideradas estratégicas para a economia.
Segundo o parlamentar, a falta de investimentos compromete o desenvolvimento da Bahia. Ele mencionou dificuldades na BR-324, na BR-101 e em outras rodovias do Oeste baiano, além de apontar limitações na oferta de energia elétrica para atender ao crescimento do agronegócio na região.
"O que a Bahia precisa é de um presidente que possa investir no progresso e na produtividade. Não podemos continuar sendo um estado onde as pessoas fiquem extremamente dependentes de auxílio do governo. A Bahia precisa ser um estado onde as pessoas possam produzir, trabalhar e ganhar o dinheiro com o suor do seu rosto", concluiu.