“Agosto Lilás: a denúncia é o primeiro passo para salvar vidas”, por Ludmilla Fiscina

Foto: Divulgação
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Há vinte anos foi sancionada a Lei Maria da Penha no Brasil, um marco no combate à violência contra a mulher, para que nenhum caso passe despercebido pela Justiça e para que toda mulher tenha o direito de interromper atos ou ciclos de violência.

Há quatro anos, o Agosto Lilás existe como uma campanha nacional de conscientização e combate à violência contra a mulher. O mês escolhido nos faz voltar no tempo e relembrar o que representou, para muitas mulheres, o começo de uma nova vida.

Em 2026, acompanhamos uma nova onda de violência contra a mulher que ocorre nos meios digitais, impulsionada pelo avanço dos ataques misóginos nas redes sociais, pelo vazamento de imagens íntimas e, até mesmo, pela manipulação de fotos com o uso da inteligência artificial. Ideias de uma masculinidade opressora, que inferioriza as mulheres e enxerga os homens como superiores, estão criando novas vítimas todos os dias. O que deveria ser um espaço democrático tornou-se um ambiente hostil e perigoso para as nossas meninas e mulheres.

Não vamos nos calar e não vamos aceitar a violência. O crescimento dos ataques virtuais pode e deve ser denunciado. O Ligue 180 possui protocolo de atendimento para casos de violência digital contra a mulher.

Lutamos constantemente para que nenhuma vítima se sinta culpada, se questione ou deixe de denunciar. É por meio da denúncia que surge a oportunidade de recomeçar e de garantir novas medidas de proteção às demais mulheres que enfrentam ciclos de violência em seu cotidiano.

Como deputada estadual e atual membro da Comissão dos Direitos da Mulher, reforço o meu compromisso com a luta pelo fim da violência contra a mulher. Reafirmo o meu apoio ao fortalecimento de políticas públicas efetivas para o combate à violência e para a proteção das vítimas que denunciam seus agressores.

Em um mês marcado pelo Agosto Lilás e pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, apoiem e incentivem as mulheres a deixarem ambientes e relações violentas. Que as mulheres de todo o Brasil encontrem coragem e força para recomeçar suas histórias. Há duas décadas, a Lei Maria da Penha nos ensina que uma denúncia pode salvar vidas.

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