O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (27), durante entrevista ao programa "Sua Voz é Nossa Voz", no bairro do Cabula, em Salvador, que, se eleito, vai revogar a política de aprovação automática nas escolas da rede estadual logo no primeiro dia de gestão.
Ao apresentar propostas para a área da educação, o ex-prefeito de Salvador disse que pretende assinar um pacote de decretos e medidas assim que assumir o governo, tendo como uma das prioridades o fim da progressão automática dos estudantes.
"No primeiro dia do governo vou assinar um conjunto de decretos e medidas. A reversão da aprovação automática será feita no primeiro dia. Eu não vou deixar nem para o segundo, é no primeiro dia."
Segundo ACM Neto, a mudança será acompanhada de uma reorganização da rede estadual de ensino, com foco na recuperação da aprendizagem dos alunos que apresentam dificuldades, especialmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.
O candidato afirmou que pretende ampliar programas de reforço escolar para reduzir a defasagem de aprendizagem e garantir melhores resultados no desempenho dos estudantes.
"Vamos garantir o reforço ao aprendizado. Os alunos que demonstrarem estar defasados, principalmente em Português e Matemática, vão ter o reforço necessário para acelerar o conhecimento e regularizar a sua aprendizagem."
Entre as propostas apresentadas, ACM Neto também citou o fortalecimento da qualificação profissional e o uso de ferramentas digitais e tecnológicas como forma de tornar o ensino mais atrativo para os jovens da rede estadual.
"Vamos estimular os alunos através de cursos de qualificação profissional, trazendo os meios digitais e tecnológicos para tornar a educação mais interessante nas escolas estaduais."
Ao defender o fim da aprovação automática, o candidato afirmou que problemas estruturais da rede de ensino não podem servir de justificativa para a manutenção da política.
"Vamos organizar a rede para acabar com essa história de aprovação automática. Não há nada que possa justificar isso. A falta de salas, de quadras ou de escolas não pode e não vai justificar a aprovação automática."