O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que a influência eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado não teria o mesmo peso registrado nas eleições de 2022. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Metropole, nesta quarta-feira (9), ao comentar a possibilidade de os eleitores baianos desvincularem a escolha para governador da disputa presidencial.
Segundo ACM Neto, o cenário atual seria diferente daquele observado há quatro anos, principalmente em razão da avaliação sobre as promessas e entregas da gestão estadual. O candidato citou obras e projetos que, segundo ele, não foram concluídos.
“Há quatro anos Jerônimo prometeu em campanha que, se eleito, como era do mesmo partido de Lula, todos os problemas da Bahia estariam resolvidos. O tempo passou e as pessoas se conscientizaram que não é verdade”, afirmou.
Entre os projetos mencionados por ACM Neto estão a ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia Oeste-Leste, o Porto Sul e as condições das rodovias federais no estado. O candidato também citou a BR-324 e fez referência ao episódio que ficou conhecido como “buraco do Jero”.
Durante a entrevista, o candidato também defendeu que os eleitores atribuam ao governo estadual responsabilidades relacionadas à segurança pública e à saúde, independentemente da atuação do governo federal. “A tarefa do governador é do governador, é intransferível, é indelegável”, declarou ACM Neto.
Na avaliação do candidato, cabe ao governador comandar a polícia, estabelecer metas e cobrar resultados das ações de segurança pública. Na área da saúde, ele afirmou que a responsabilidade pela oferta de hospitais e condições de atendimento, especialmente no interior, também é do governo estadual.
ACM Neto afirmou ainda que os eleitores estariam mais conscientes sobre a possibilidade de escolher candidatos de diferentes grupos políticos nas disputas para presidente e governador. “Eu acho que há hoje uma consciência muito maior do que há quatro anos atrás, que é possível descasar o voto e que é possível fazer a escolha de um governador, independentemente desse alinhamento presidencial”, disse.
Influência de Lula
Ao abordar especificamente a força eleitoral de Lula na Bahia, ACM Neto reconheceu a influência do presidente, mas afirmou que as pesquisas e a movimentação das ruas indicariam uma mudança em relação à eleição anterior.
“Ninguém desconsidera o peso político de Lula. Ninguém desconsidera a força eleitoral de Lula. Agora, a pergunta é: mesmo peso de 2022? Não tem”, afirmou.
Segundo o candidato, uma eventual redução da votação de Lula no estado poderia diminuir também o impacto do alinhamento entre as candidaturas presidencial e estadual em comparação com 2022.