O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) detalhou, nesta segunda-feira (21), a proposta do Pix Saúde, durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias. Segundo ele, a iniciativa prevê que o Estado utilize vagas de hospitais particulares quando não houver atendimento disponível na rede pública.
De acordo com ACM Neto, a proposta seria baseada em uma tabela de valores acima dos estabelecidos pelo SUS. O candidato citou como referência o modelo adotado no estado de São Paulo e afirmou que os pagamentos seriam definidos por tipo de leito e atendimento.
“A nossa inspiração é a tabela de São Paulo, a tabela paulista. Eles não ficam apenas com o valor da tabela SUS, eles pagam um valor superior ao da tabela SUS”, afirmou.
Neto disse ainda que a contratação de serviços privados seria feita por meio de credenciamento e fiscalização de órgãos de controle. Segundo ele, a definição dos hospitais ocorreria de acordo com a demanda de cada região, sem escolha individual de estabelecimentos.
“Tudo feito com transparência, tudo feito com credenciamento, tudo feito com acompanhamento dos órgãos de fiscalização e controle, do Tribunal de Contas do Estado, do Ministério Público da Bahia”, declarou.
O candidato ressaltou, porém, que a utilização da rede particular seria uma medida emergencial. “A prioridade é ampliar a quantidade de leitos na rede pública”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é que a ampliação da rede estadual e as parcerias com hospitais municipais reduzam, no futuro, a necessidade de recorrer ao setor privado.
Ao defender a proposta, ACM Neto citou o caso de um paciente que, segundo ele, permaneceu por dois meses internado no Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, à espera de tratamento contra o câncer. O candidato afirmou que a falta de vagas teria impedido o atendimento necessário.
Neto também defendeu a possibilidade de transferência de pacientes para outras cidades em situações de urgência. Segundo ele, enquanto novos hospitais regionais e parcerias com unidades municipais não forem estruturados, pacientes poderiam ser encaminhados para Salvador, Feira de Santana ou outras cidades que tenham capacidade de atendimento.
“A grande ciência do Pix Saúde está aí. É você identificar onde é que está a demanda, onde é que existe a necessidade e trazer”, afirmou.