O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (10) que o pagamento de subsídios ao transporte público é uma política adotada pela atual gestão para evitar que o custo integral da tarifa seja repassado aos usuários. Segundo ele, o projeto enviado à Câmara Municipal busca autorização para que o Executivo continue arcando com essa diferença.
Bruno Reis explicou que o cálculo da tarifa segue critérios previstos no contrato de concessão firmado em 2014 e leva em consideração diversos fatores econômicos.
“Existe um contrato de concessão que foi assinado em 2014. Esse contrato estabelece uma fórmula paramétrica para o cálculo da passagem. Não é só a inflação do período. Tem também o reajuste dado aos trabalhadores do transporte público, o aumento do óleo diesel e outros fatores que compõem essa fórmula”, afirmou.
O prefeito ressaltou que o reajuste anual já ocorreu e que, neste momento, a discussão envolve apenas o pagamento da parcela assumida pelo Município para impedir um aumento maior na tarifa ao consumidor.
“Não há risco de um novo reajuste. O reajuste já ocorreu. O que agora existe é a Prefeitura ter que pagar a parte que lhe cabe da diferença tarifária, entre o valor real e o valor que a população paga”, explicou.
Bruno Reis destacou ainda que esse modelo de subsídio não era adotado por administrações anteriores e estimou o impacto financeiro para os cofres municipais em 2026.
“A Prefeitura nunca fez isso no passado. A Prefeitura começou a pagar subsídios na nossa gestão. Hoje, para não transferir esse ônus para a população, está assumindo esse custo. Isso deve dar em torno de R$ 70 milhões neste ano. Pedimos autorização de até R$ 75 milhões para o sistema convencional e até R$ 5 milhões para o sistema complementar”, concluiu.