A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia estabeleceu como meta alcançar 75% dos votos válidos no estado no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A estratégia foi detalhada por Adolfo Loyola, coordenador das campanhas de Lula e do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, durante entrevista ao Radar Jacobina.
O dirigente participou de um encontro com prefeitos e lideranças políticas no Piemonte da Chapada, onde defendeu a intensificação da mobilização para ampliar a votação do presidente no estado.
Loyola afirmou que o grupo pretende, inicialmente, recuperar o percentual de votos obtido por Lula na Bahia em 2022, quando o petista alcançou cerca de 72% dos votos válidos no segundo turno. A meta da campanha, segundo ele, é elevar esse índice para 75%.
“Nossa meta é no mínimo voltar para os 72% que tivemos na eleição passada, que daria novamente os 4 milhões de votos. Mas a meta é chegar a 75%. Nós vamos trabalhar isso, e essa reunião aqui hoje com os prefeitos, com as lideranças, é para deixar a nossa militância em pé de guerra. É guerra mesmo, porque o Brasil e o mundo estão de olho na Bahia. A Bahia vai fazer uma grande diferença nessa eleição nacional. E a vitória de Lula vai ter um ‘V’ maiúsculo com o ‘B’ da Bahia”, declarou.
Para atingir o objetivo, o coordenador afirmou que a campanha pretende manter a mobilização nos municípios, com ações voltadas à conquista de novos votos e à busca por eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
“O governador não tirou o pé do acelerador. A Bahia precisa de Lula e Lula precisa da Bahia. É essa via de mão dupla que vai garantir a continuidade dos grandes investimentos para os 417 municípios baianos. Nós vamos virar voto, buscar as pessoas que não foram votar. Vamos trabalhar como se estivéssemos numa campanha de vereador: casa a casa, voto a voto”, enfatizou.
Durante a entrevista, Loyola também foi questionado sobre especulações que apontam seu nome como possível alternativa para a disputa pelo governo da Bahia em 2030. Ele descartou tratar do assunto neste momento e afirmou que a prioridade é a eleição presidencial.
“Não, eu só penso em reeleger Lula agora. Só Lula. Depois a gente vai pensar nas outras coisas”, resumiu.