Salvador recebe, entre quarta (6) e sexta-feira (8), a segunda edição do Index, considerado o maior encontro da indústria no Nordeste. Realizado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e Sebrae Bahia, evento acontece no Centro de Convenções da capital baiana e deve reunir cerca de 40 mil visitantes, entre empresários, investidores, gestores públicos e profissionais do setor produtivo.
A programação inclui debates sobre temas que vêm ganhando espaço no cenário econômico global, como inteligência artificial, transformação digital, sustentabilidade (ESG), transição energética, carreiras e desenvolvimento industrial. A expectativa dos organizadores é que o evento movimente cerca de R$ 200 milhões em negócios, um crescimento de 50% em relação à edição anterior, realizada em 2025.
Entre os principais eixos da programação está o avanço da inteligência artificial na indústria. Estudos indicam que a tecnologia pode adicionar até US$ 13 trilhões à economia mundial até 2030, impulsionando processos como automação, análise de dados e tomada de decisões estratégicas.
Outro tema central é a agenda ESG e a transição energética. Com a previsão de que os investimentos globais em energia limpa ultrapassem US$ 2 trilhões por ano até o fim da década, o debate ganha relevância em um estado que se destaca como produtor de energia eólica e solar.
O evento também aposta na criação de redes de conexão como diferencial competitivo. A expectativa é reunir, em um mesmo espaço, grandes e pequenas indústrias baianas, startups e instituições de diversos setores, além de representantes de 25 países da União Europeia.
Em 2025, o evento reuniu 30 mil visitantes, contou com mais de 300 expositores e gerou cerca de R$ 98 milhões em negócios. A edição de 2026 tem produção da Bahia Eventos e conta com patrocínio de instituições públicas e privadas, além de empresas do setor industrial e energético.
Uma das iniciativas anunciadas para este ano é a neutralização do impacto energético do evento. A organização firmou parceria com a Casa dos Ventos para utilizar certificados de energia renovável (I-RECs), garantindo que todo o consumo seja compensado com fontes limpas.