O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) rebateu as declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e de aliados, nesta quinta-feira (30), durante a entrega de um residencial em Salvador, ao afirmar que o governo tentou transferir para a Prefeitura uma responsabilidade que não era dela.
Segundo o parlamentar, a narrativa construída pelo governo ao longo das últimas semanas não se sustenta diante dos fatos técnicos. “O governo tentou culpar a Prefeitura por algo que era responsabilidade dele próprio. A verdade é que faltava documentação essencial para a liberação do Habite-se, e isso foi admitido pelo próprio prefeito Bruno Reis com base em fatos concretos”.
De acordo com informações divulgadas anteriormente, a liberação do documento dependia de exigências técnicas não cumpridas pelo Estado. “O próprio prefeito esclareceu que o laudo do Corpo de Bombeiros, documento obrigatório, só foi entregue dias depois do prazo anunciado pelo governo. Como é que a Prefeitura poderia liberar o Habite-se sem um requisito básico como esse?”, questionou.
O deputado destacou ainda que a própria gestão municipal havia apontado pendências no processo desde o início da polêmica. “A Prefeitura foi transparente ao dizer que havia falta de documentação por parte do governo do Estado. Ou seja, não houve atraso da Prefeitura, houve falha do próprio governo estadual”, frisou.
Para Ribeiro, o episódio demonstra uma tentativa deliberada de manipulação política. “O que houve foi deslealdade. O governo atrasou a própria entrega, não cumpriu etapas básicas e depois tentou jogar a culpa na Prefeitura para tentar enganar a população”, salientou.
O parlamentar afirmou que a estratégia faz parte de um padrão recorrente da atual gestão estadual. “Infelizmente, o governo do Estado tem repetido essa prática: erra, não entrega, e tenta culpar terceiros para esconder a própria incompetência”, disse.
Por fim, Luciano Ribeiro afirmou que o caso envolve diretamente famílias que aguardavam a entrega dos imóveis. “Estamos falando de pessoas que esperaram anos por suas casas. Não dá para brincar com isso, criar narrativa política e usar o sofrimento das famílias como instrumento de disputa”, criticou.
Ribeiro concluiu afirmando que a verdade acabou vindo à tona. “Agora está claro: não faltou boa vontade da Prefeitura, faltou competência do governo do Estado para cumprir o que era sua obrigação”, enfatizou.