O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), explicou nesta quarta-feira (10) o projeto encaminhado à Câmara Municipal para autorizar o pagamento do subsídio ao sistema de transporte coletivo da capital. Segundo o gestor, a medida é necessária para evitar que o custo integral da tarifa seja repassado aos passageiros.
Bruno Reis ressaltou que o envio do projeto ao Legislativo ocorre todos os anos e tem como objetivo garantir respaldo legal para o pagamento da diferença entre a tarifa técnica e a tarifa cobrada do usuário.
“Não é a primeira vez. Todo ano a Prefeitura manda para a Câmara para pedir autorização legislativa para efetuar o pagamento do subsídio”, afirmou.
De acordo com o prefeito, atualmente a tarifa pública é de R$ 5,90, enquanto a tarifa técnica gira em torno de R$ 6,40, diferença que é coberta pelo Município.
“Hoje a tarifa pública é R$ 5,90 e a tarifa técnica deve ficar em torno de R$ 6,40. Então nós estamos falando de R$ 0,50 por passageiro transportado que a Prefeitura paga. No final do mês, são cerca de 14 milhões a 14,5 milhões de passageiros transportados. Essa diferença a Prefeitura precisa pagar”, explicou.
O gestor afirmou que, sem esse aporte financeiro, o custo seria repassado diretamente ao usuário do transporte coletivo.
“Se a Prefeitura não fizesse esse pagamento, quem iria pagar era a população, os R$ 6,40”, declarou.
Bruno Reis também alertou para possíveis impactos futuros no equilíbrio econômico dos contratos, citando o aumento do preço do óleo diesel e eventuais mudanças na legislação trabalhista que possam exigir novos reequilíbrios financeiros do sistema.