Durante um debate que reuniu possíveis nomes do PSD para a disputa presidencial de 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que o Brasil precisa de líderes com credibilidade e “autoridade moral” para enfrentar os desafios políticos e econômicos do país. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), em São Paulo, durante encontro promovido pela Fundação Espaço Democrático.
O evento reuniu também os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Junior, do Paraná, que participam das discussões internas do partido sobre quem poderá representar a legenda na corrida presidencial.
Em sua fala, Caiado afirmou que o desejo de disputar o Palácio do Planalto não é recente e recordou momentos de sua trajetória política. Ele citou, por exemplo, sua participação nas eleições de 1989 ao lado de Guilherme Afif Domingos, destacando que acompanha o debate nacional há décadas.
O governador goiano também elogiou a iniciativa do partido de promover um debate de propostas entre seus quadros e afirmou que os gestores do PSD têm acumulado bons resultados em seus estados. “Vamos deixar a humildade um pouco de lado para reconhecer: nós somos bons. Fizemos bons governos e a população reconhece isso”, afirmou.
Segundo Caiado, a elaboração de um projeto nacional exige diálogo amplo com diferentes setores da sociedade, além da participação de lideranças políticas e representantes de várias regiões do país. “Ninguém é dono da verdade. Precisamos ouvir as boas cabeças do PSD, as entidades de classe e todas as regiões do Brasil para produzir um texto capaz de reunir as melhores ideias”, disse.
Com experiência no Congresso Nacional, o governador ressaltou que governar o país exige capacidade de articulação política e formação de maioria no Parlamento. “Eu fui parlamentar muitos anos e sei o que é construir maioria. Na Câmara são 513 deputados. Se você não conseguir formar maioria, não aprova nada”, declarou.
Caiado também fez críticas ao desempenho econômico do Brasil, comparando o crescimento nacional ao de outras economias emergentes. Segundo ele, o país precisa acelerar o ritmo de desenvolvimento. “Como é possível um país crescer 2,3%, enquanto China e Índia crescem acima de 7%? O Brasil precisa voltar a crescer e gerar oportunidades”, afirmou.
O governador ainda criticou medidas recentes do governo federal, especialmente nas áreas econômica e de saúde, e alertou para possíveis impactos no pacto federativo. Para ele, algumas decisões podem concentrar poder em Brasília e reduzir a autonomia de estados e municípios.
Ao encerrar sua participação, Caiado defendeu que o país precisa de lideranças com credibilidade para enfrentar os desafios nacionais. “Graças a Deus nós temos estatura moral para chegar à Presidência da República e sentar naquela cadeira sem estar envolvido com bandalheira nem corrupção. O Brasil precisa de autoridade moral para governar”, concluiu.